11.1.12

O garoto incoveniente,


Anna não está nas suas melhores fases, saiu um relacionamento recentemente e tudo que quer é seguir a sua vida, numa boa. Mas eis que aparece: Ele. O garoto inconveniente. É claro que eu tenho que dizer que garotos assim sempre surgem. Parecem fênix. Jesus me guarde!

Seus amigos a chamaram pra sair. Fazer alguma coisa. Distrair, sei lá. Uma noite de verão sem nada mais interessante pra fazer. Claro, vamos sim. Arrumou seu cabelo de qualquer jeito, colocou a primeira blusa que achou, passou apenas um lápis preto e lá foram eles, para um restaurante qualquer. Como eu disse: O inconveniente. Ele não tinha nada convidativo. Usava uma calça meio surrada, um tênis sujo e uma camiseta preta meio desbotada. A aparência de nada lhe convidava. O olhar era traiçoeiro e o sorriso malandro. Apagado. Baixinho e magro demais, com a pele áspera. Resumindo: Nenhum pouco o seu tipo. Anna tem o costume de observar um homem dos pés a cabeça pra desvendar a personalidade e a sua conclusão se definia em uma só: Cilada. Anna tentou controlar-se. Ela poderia errar na sua análise, mas descobriu que estava certa  no momento em que ele abriu a boca."Yes, acertei de novo!"

O inconveniente ficava lhe olhando toda hora e analisava cada movimento seu. Se ele soubesse o quanto ela odeia gente que quer observar, mas não sabe nem disfarçar. Depois ele começou a galantear devagarinho, com um papinho fuleiro.  “Eu sou isso, faço aquilo, não gosto disso”. Cantando vantagem. Traduzindo: Eu sou foda! Anna estava paciente, afinal, estava com seus amigos e culpa nenhuma tinha se sempre tem um babaca no meio. Anna odeia. Anota aí, odeia homem que elogia muito. Soa falsidade e absoluto interesse. Ele começou a elogia - lá. Elogios desnecessários. Coisa de homem que quer puxar o saco, agradar sabe? Ela só olhou para seu amigo e deu um sorrisinho, ele sorriu de volta e entendeu o que ela queria dizer. Em seu pensamento só soava uma frase: “Ok babaca, pode fechar sua boca. Nem meu ex-namorado me elogiava tanto assim.”  

Desconfiômetro é uma palavra assimilar a incovênciencia. Anna já estava começando a ficar de saco cheio daquilo. Ela coloca apelido em todos os seus amigos, mas só ela pode chamá-los assim e só ela pode rir dos seus apelidos mas o babaca quis entrosar fácil. Perdeu a moral que não tinha. Ele tentava ser engraçado pra roubar uma gargalhada da Anna, mas não conseguia. Anna é chata quando quer e começou a ser porque seu saco já estava cheio de babaquice.  Armou uma sacada master que fez ele sossegar. O seu bom-humor agradeceu.  Ser indelicada ás vezes, é necessário. Quando Anna chegou em sua casa, pensava: “Que garoto inconveniente, af.” E por ser tão inconveniente, mereceu um texto. 
    
Anna Carolina Morato.

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