29.4.11

Zero x Zero.

Ela já tinha chegado na fase da indiferença mas, caiu em tentação. Voltou a estaca zero. Colocou as cartas à mesa e deu inicio a uma nova partida. Ela não saiu da sua bolha de orgulho, ele também não. 
Então, ficou assim . . . a galera na expectativa, ela sem muito o que esperar e ele sem reação. Isso resultou em uma partida sem êxito, como a primeira. Não por culpa dela, mas dele por não ter atitude. Ele teve o luxo de ter duas chances, mas não soube aproveitar nenhuma. Ela pensou que iria se sentir arrasada por isso, mas que nada! Agora percebe que confundiu os naipes e em relação ao lance de gostar dele, puro caô. Quanto aos dois, vão continuar orgulhosos, covardes e insensíveis. Ela sem nenhum manifesto qualquer, e ele sem nenhuma explicação, se despede com um leve abraço e um " até Junho", mas ela apenas o deseja " Boa Viajem".
E assim, ela coloca o ponto final, vira a página, abandona o barco.

19.4.11

A raiva.

Eu contenho a minha raiva. Desejo berrar, mas esqueço que meus lábios estão congelados. Respiro e inspiro, Suspiro! Insisto em contar de um à dez, mas isso não funciona comigo. Eu queria adquirir a expressão " Rasgue o verbo, sem pestanejos" mas o meu saldo bancário só cobre a expressão " Silencie o fato". Me solicitam para uma conversa, mas eu me recuso a ouvir desculpas contorcidas. Francamente, eu só quero ficar quieta e sozinha enquanto esse sentimento faz do meu coração, o seu picadeiro.

/caderno de rascunhos ( 17/04/11)

7.4.11

Desordem.

Este pedaço de papel é pequeno demais para relatar as confissões de meu coração. Estou dividida entre uma virgula e um ponto final, entre o amor e o medo, o insistir e o desistir. O que fazemos quando nosso orgulho grita com a mesma intensidade que o nosso coração? A minha audácia é provocar o desafio sem saber como lutar.
 Há quem diga que pra se tornar imune de um vírus, é preciso contrai- lo. Mas, e se eu disser que não quero contrair o vírus  "destruidor de corações" ?
Ainda tenho o receio de ter a sensação de estar ouvindo o meu coração se quebrando. Levei algum tempo para encaixar todos os pedaços novamente, esse é o único motivo de toda essa agonia.
As vezes, eu me sinto como se estivesse em um estádio de futebol. De um lado a torcida da razão grita: " Dá pra você parar de ser troxa? Cadê o seu amor - próprio? Quanto ao seu orgulho, vai feri- lo dessa forma? Qualé, desencana vai! " enquanto a torcida da emoção suplica : " Você quer isso, não quer? Tá esperando o quê? Vamos, reaja! "
Deus meu! Se eu pudesse jogar todo esse sentimento no ralo do meu banheiro, me sentiria mais tranquila.
Eu posso ser forte em qualquer circustância, mas quando se fala em coração, eu tenho que admitir que ser forte não é o bastante.
/Anna Carolina Morato.

Texto escrito em meu caderno de rascunho ( 05/04/11)