27.11.11

O segredo do espelho!


Definitivamente, eu odeio baixa auto- estima. Odeio quando deparo com meninas que só sabem falar “to gorda, to feia”. Odeio quando eu mesma estou com baixa auto – estima, que ao me olhar no espelho, grito: Que ridícula! E saiu correndo. Principalmente em dias em que o sinal vermelho está aberto. Aí meu Deus, é o fim. Mas eu sempre volto pro espelho, devagarzinho e falo: Posso ser ridícula, mas pelo menos sou uma ridícula bonita. Depois de usar o adjetivo bonita, a coisa parece ficar melhor. Parece não, fica melhor.
Não adianta, crianças. Não adianta. O segredo é o espelho. O espelho, fofura. O espelho. Esqueceu? Até a madrasta da branca de neve conversava com o espelho. Ela sempre perguntava: “Espelho, espelho meu. Existe alguém no mundo mais bela do que eu?” e olha que ela era medonha. Você também não precisa falar igualzinho o blá blá blá todo de “Espelho, Espelho meu...” Fala uma coisa mais ousada do tipo: “ Se eu fosse homem, eu me pegava” ou " Se eu fosse mulher, eu me pegava".
Como é que você quer que os homens te vejam como uma divã se você mesma se trata como uma Maria marmotinha? Hein? Me diz doçuras! Se quando você se olha no espelho e só vê você em versão Fiona, acha mesmo que vai encontrar um Ken? É Óbvio. É óbvio que na sua vida só vai aparecer Shrek, Shrek, Shrek e mais Shrek. O Ken é da Barbie. Sinto em dizer, mas você não é uma Barbie e não é porque não quer. O tempo que você perde dizendo “eu to gorda” é o tempo que você estaria na academia. O tempo que você perde dizendo “eu to feia” é o tempo que você estaria em um salão de beleza, se embelezando. Acorda! Acorda! Vamos trabalhar essa auto-estima? Vamos? Ficar se auto destruindo só vai te fazer mais infeliz.
Aprende uma coisa: Ame-se. Antes de qualquer coisa, Ame-se. A magia vem aqui de dentro. Quando você se olha no espelho e sorri, mas sorri de corpo e alma. Não basta só sair bem vestida e linda, tem que sentir. Passar batom vermelho a deixa mais provocante? Passe-o. Usar vestidos curtos te faz sentir-se mais gostosa? Use-os. Abuse da sua sensualidade, mulher. Porém, cuidado. Não vá reclamar se até o padeiro conseguir ver o seu útero. AHH! Antes que eu me esqueça, tem um detalhe importante: Saiam pra qualquer lugar sentindo como se estivessem usando espartilho e cinta-liga mesmo que você esteja apenas com um conjuntinho bege broxante. Cadê o poder de sedução, mulherada? Viver nesse desamor próprio não dá, querida. 
Eu não falo isso só para as mulheres. Agora é com vocês homens. Sinceramente, tem homem que deve sofrer da síndrome do taco mole. SÓ PODE! Vão ser inseguros e poucos de si longe de mim. Que isso gente. Bando de frouxos. Sonsos. Cadê o charme? Cadê a essência masculina? Homem banana é o fim da picada, fala sério. Tem o espelho, queridinhos. Detalhe: Eu não estou generalizando nada aqui, também não estou referindo- me a nenhuma mulher e a nenhum homem. Se acontecer da carapuça servir, que sirva.  
Tá. Tá. Tá. Não vale dizer: " Falar é fácil. Vai por isso em prática." Graçinha, cada um que zele pela sua vida. Cada um que equilibre a sua balança. Auto - estima é pior que criança, se descuidar um pouquinho, dá merda. Só acreditem no que eu estou falando: O segredo do espelho. Xiu! Não conta pra ninguém não, seus bobos. Isso é segredo. Segredinho. Segredado. Vem aqui do meu ladinho, que eu vou falar bem baixinho: Funciona. Eu garanto!
Anna Carolina Moratto.

22.11.11

Antipatia!


Eu sou acostumada a receber mensagens de bom dia, não mensagens com um porre de merdas. Logo pela manhã, já desatei uma discussão infindável. Meu sangue ferveu. Esquece o bom dia. Pra mim o dia morreu na hora que eu li aquela mensagem, cheia de julgamentos. Agora diz pra mim, quem é você pra me julgar? Porra nenhuma. Você não tinha o direito de me falar nada, diz que me conhece, mas não sabe nada da minha vida, nada. Imbecil.
Perdi completamente o fio da meada. Estrago meu dia. Não quis sorrir. Eu não parava de pensar naquelas palavras, me sentindo a pior pessoa do mundo. Ainda me sinto. O problema de você ter o sorriso mais safado de todos, é que quando você não sorri, todos estranham. Todos perguntam: “ O que você tem? Tudo bem com você? O que foi? Porque ta triste?” NADA! NADA! NADA! Não foi absolutamente nada. Só percebem que eu estou com algum problema quando eu não pareço o bozzo? Que legal. Que legal.
Sabe a garotinha doce e simpática que escreve todos os textos com um sorrisinho no rosto? Esquece. Esquece. Hoje ela não existe. Escrevo séria, com os olhos formigando pra chorar. Chorar de raiva. Tristeza. Estava tudo bem, ou pelo menos, eu estava trilhando meu caminho pra ficar bem. Estava sim, bem. Só que sempre aparece um filho da puta e toca na sua ferida. Agora estou aqui, mais azeda que abacaxi verde. Mais amarga que café sem açúcar.
Não quero graça com ninguém também. “Antipatia, você por aqui? Não sou sua amiga, mas pode ficar. Faça- me companhia nesse dia de merda.” Oh diazinho mais filho da puta. Eu não sei conversar quando me sinto assim, a única coisa que me resta é sempre uma página em branco no Word. Porque é mais fácil. Quem é que aguenta uma garotinha com opiniões idiotas e com ideias fúteis? Eu to engolindo cada palavra dita, cada uma.
Oh pequena, não fica assim não. Oh criança, quer que eu fique como? Definitivamente, as pessoas que ficam dizendo o que eu preciso são as que menos sabem do que eu preciso. Você precisa ter mais calma. Você precisa relaxar. Você precisa. Você precisa. FECHA A BOCA! Eu não vou me acalmar, eu não quero relaxaaaaaaar. Me deixa vai!
Eu estou chatiada, encabulada, complexada, machucada, desnorteada. Se tiver mais ADA, bota na conta moço. Moço se tiver aquela poção que faz a gente dormir as próximas 48 horas sem parar, bota na conta também. Ah, não tem? Como não tem? Providência moço, providência. Por favor, por favorzinho. Não dá? Tá moço, tudo bem. Eu fico acordada pra aguentar esse dia dose dupla. 
Novembro, você não tinha um diazinho melhor pra me arranjar não? Puta que pariu. Seus dias estão cada vez piores. Já disse que eu odeio você? Odeio você Novembro, odeio você mês de Novembro. Todo ano é a mesma putaria, chega você e a merda da minha vida torna-se mais merda ainda. É preciso jogo de cintura pra te suportar. Ainda bem, ainda bem que faltam oito dias apenas. Eternos oito dias que nunca passam . . . 
Ontem o dia estava um tédio, hoje está uma merda. Espera só até ver o que o dia vai estar amanhã. Espero que esteja no mínimo, suportável. Oh maré negra, sai de ré. 
Anna Carolina Moratto.

21.11.11

Eu quero ser homem!

Eu quero ser homem. Dormi com essa vontade ontem. Estava no tédio, sem sono. Ta aí quero ser homem. Acordei sem ter o que fazer. . . Acho que realmente quero ser homem. Só por um dia. Será que alguma menina já sentiu essa vontade? Se não sentiu também, não me interessa. Ter vontades estranhas é comigo mesmo.  Como é ser homem hein? Bateu-me uma curiosidade.
Quero ser homem, mas não é um homem qualquer não mulherada. Quero ser do tipo: fodão.  Presença. Homem que fica lindo mesmo de short, camiseta, um óculos escuro e chinelo.  Todo charmoso, que ao sorrir de meia boca por aí, todas as mulheres correm pra pegar um papel e caneta pra escrever: “ Noel, eu fui “santinha” esse ano. Não aprontei quase nada. Manda um desse lá pra casa vai! “. Quero ser aquele galanteador que sabe como conquistar uma mulher. Longe de mim esses conquistadores de porta de buteco. Credo, que nojo.
Quero ser homem só pra entender como é ser homem. Descobrir o que eles pensam, como pensam, porque pensam. Oh gênio da lâmpada mágica, ainda são três pedidos? Lá vai: Quero ser homem por um dia. Quero ser homem por um dia. Quero ser homem por um dia. É.
Quero ser homem pra saber qual a sensação de pegar sete em uma festa e depois todos os amigos vim dando tapinha nas costas e dizendo: " E aí lek, tu é foda hein". Homem é tão diferente de mulher, vai a gente pegar sete em uma festa, depois todas as amigas saem dizendo: " Nossa, que biscate". Olha só, que tamanha diferença.
Quero ser homem só pra poder falar: Vou mijar sem ninguém olhar de cara torta pro meu lado. Ou sentar de perna aberta sem ninguém ficar me  corrigindo. Ou falar palavrão exageradamente sem ninguém me repreender. Para com isso, você é moçinha. Não pode falar palavrão. Eh, mais é um saco mesmo. Onde é que está escrito que "moçinha" não pode falar palavrão? Me deixa vai.
Quero ser homem pra poder fazer coisas erradas e ouvir o universo inteiro conspirando: "Ah, mas ele é homem. Homem é assim mesmo". Desculpinha mais clichê e a maioria sempre se safa nessa.  Quero me safar também.
 Oh gênio, aparece meu filho! Eu quero ser homem. Como é ser homem? Alguém me explica? Tô morrendo de curiosidade, sério. Como é isso gente? Quero ser hoooooooooooooooooooomem! Poxa vida. Estão me achando louca não é? Ah, ser homem deve ter lá suas vantangens . . . Homem não sangra durante uma semana. Isso já é uma vantagem e tanto. Mas tem um detalhe . . . homem não estoura o cartão de crédito todo mês comprando sapatos, maquiagens, roupas e lingerie.  Que sem graça. Coisa mais broxante.
Oh gênio, sabe aqueles três pedidos? Cancela. Cancela agora. Acabou o tédio, não quero mais ser homem. Já arranjei o que fazer, não quero mais ser homem também. Cancela. Quero continuar sendo  mulher. M - U - L - H - E - R, para todo o sempre. Amém.
Anna Carolina Moratto.

20.11.11

Escrevo - te.



          Eu decidi que vou te escrever sim. Não vou pedir para que se importe com o que vou dizer.  Eu preciso falar dos meus sentimentos e como vou falar sem redigir você?  Desculpa, eu não posso ficar falando de você sem permissão, quanta indelicadeza. Desculpa mesmo, mas eu não consigo segurar minhas palavras.

Nesses últimos dias só tenho cometido loucuras, não que eu não as cometa com frequência, mas aumentei o número só para não cair na loucura mais idiota: Pensar em você. Não faço mais silêncio e se eu ficar quieta um segundo, sou obrigada a escutar: Ainda pensando nele? Não. Eu não penso em você todo o instante, mas penso. Quando contam alguma coisa que eu saberia que você morreria de tanto rir quando eu te contasse  ou quando eu saio para comer sushi. Aí, como eu amo sushi. Como eu gosto de você. Por favor doçurinha, me explica uma coisa: Como não lembrar de você?  Somos tão parecidos, parecidíssimos. Chega a me dar raiva, mas não vou mudar o meu "eu" para tornar-me diferente de você. Impossível.  

Não te escrevo triste, não estou triste. Também não estou brava. Sou pirralha o suficiente pra aceitar o fato de não te ter mais. Você está do jeito que sempre quis, vivendo sua vida e não te julgo por isso. Eu também estou vivendo a minha vida e muito bem.

 Tem noites que eu me questiono se você sente a minha falta. Mas não. Você não sentiria falta de uma garotinha grudenta e mimada que te mandava mensagem quase toda hora e que tinha dias que te ligava só para descobrir se você estava bem pelo tom da sua voz. É, isso mesmo que você leu. Eu te conheço pelo tom da sua voz, amor. Sentiria meu anjo? Ah, deve sentir. Nem que seja um bocadinho, um bocadinho só. Quase nada, como uma pitadinha de sal. Sente falta. Sente sim. Eu também sinto sua falta. Mas, sentir falta de alguém é assim, no começo você sente todos os dias. Depois, passado algum tempo, sente duas vezes por semana. E depois, passado mais algum tempo, sente meia hora por dia até que não sente mais nada. Eu sinto todos os dias, ainda.

Preciso dizer, eu ainda tenho a esperança de acordar com uma mensagem sua. Seu chato, você me acostumou muito mal. E quando meu celular toca tarde da noite? Meu coração gela porque é o mesmo horário que você costumava ligar. Agora eu reviro minha lista de contatos inteirinha pra mandar mensagem de boa noite pra alguém, só pra não perder o ritmo. Antes era você, agora não pode mais ser você. 

Não sei até quando vou continuar assim, de longe. Nem sei se você me quer por perto. Queria você uma louca na sua vida? A verdade é que eu não quero te apagar como quem escreve a lápis e apaga logo em seguida. Não. Não. Não. Eu não vou te apagar. Te quero na minha vida como quem quer alguém pra conversar. Quero sim. Mas, se você preferir não me querer mais na sua vida, não tem problema. A única coisa que eu não quero é que você mate o carinho que eu sinto por você. Não deixa morrer o meu afeto. Não permita que eu fale de você sem um brilho nos olhos. Que vivamos distantes um do outro, mas que vivamos bem.

 Eu sentia saudade disso. Disso o quê? Escrever um texto especial pra alguém especial. Sua ridícula, isso é sofrer. Não. Ser humano é um bichinho tão sensível e tão carente de si que sofre só de ouvir a palavra s o f r e r . Isso não é sofrer. Queridinha, senta aqui do meu ladinho, deixa eu te dar uns beliscões. Não. Porque não? Porque dói. Vai passar. É só um teste pra descobrir se você esta viva ou morta. Eu estou viva, vivinha. Ô, meu coração está batendo, todo errado, mas bate. Meu coração não é nada calminho. Pra quê calmaria? A vida chama e pra alcança – lá, é preciso correr! CORRE. 
 Anna Carolina Moratto.

19.11.11

Sarau Literomusical 2011


Eu passei o ano inteiro na expectativa e quando foi chegando o dia 18/11/11 meu coração já não pulsava mais, ele quase rasgava meu peito. Nervoso. Ansiedade. Expectativa. Medo. Adrenalina. Inúmeras sensações, só sabem o que eu estou dizendo, quem sentiu. Uma equipe inteira trabalhando para que a 9ª Edição do Sarau Literomusical fosse simplesmente, perfeita.
Foi esforço. Foi trabalho. Foi dedicação. Foi lágrima. Foi riso. Foi divergência. Foi confusão. Foi tudo. Tudo o que acontece dentro de uma equipe, sabem como é. Sempre tem aqueles que não se entendem. Natural, são seres humanos. Diz pra mim qual é o ser humano que não tem diferença? Nenhum. Enfim, esquecem as dificuldades.
O tão esperando grande dia chegou. O nervosismo não me deixou dormir a noite, cinco horas pra quem precisava realmente ter dormido oito horas.  Aquela correria danada. Corre pra cá, corre pra lá. Resolve isso. Arruma aquilo. Repassa roteiro. Repassa coreografia. Corrigi postura. Tempo correndo. É na loucura que você percebe o quanto um minuto vale ouro. Adrenalina pura.
Às 19h00min  foi o horário marcado para começar o evento. Eu fugi de mim mesma e tornei-me a bonequinha de luxo. Estava prestes a subir naquele palco, minhas mãos suavam frio por entre as luvas. O anfiteatro enchendo, enchendo, enchendo e eu suando frio. Coração não tinha ritmo. Sensação elevador. Borboletas no estômago.
“Agora, eu gostaria de chamar ao palco os apresentadores: Anna Carolina Morato e Maurício Amaral”. Entraram pelos corredores, passando pelo público que estavam sentados aguardando a noite de cinema. Sobe ao palco: A bonequinha de luxo e Vito Corleone.
Assim, o sarau começou. Musicais. Poemas. Mágico de Oz.Vida de Chaplin. Cinema brasileiro. Walt Disney. Lisbela e o prisioneiro. Cinema, literalmente. Foi lindo, mágico. Em todas as apresentações, a platéia vibrava. Delirava. Os aplausos eram todos fogosos, cheios de sentimentos. Aprovação. Encantamento. Brilho nos olhos. Eu arrepiava a cada apresentação. Sentia meu sangue ferver. O nervosismo continuava, mas a alegria era maior de saber que estava dando certo.
Como tudo que é bom dura pouco, fomos caminhando para o fim de mais um sarau literomusical. Musica de encerramento pra finalizar. Agradecimentos. Making of. Nós alunos homenageamos professores, coordenadores e diretores. Último ano na escola, TERCEIRÃO. Imaginam como todos nós estávamos lá? Uma alegria misturada com uma tristeza por saber que acabou a "vidinha boa". É crianças, vamos crescer. Vamos viver! Chegou a nossa vez. . .
Eu escrevi um texto: " e de repente, TERCEIRÃO" para representar esse ano e pela primeira vez na vida, eu estava em um palco lendo um texto de minha autoria para mais de duzentas pessoas. Mais de duzentas pessoas. Sabem o que é isso? Sabem? Você ler um texto de autoria própria para mais de duzentas pessoas? Sabem não crianças. Não teem a mínima ideia do que é estar ali, mas vou confessar: É magnífico. Eu o li enquanto meu coração saltitava. Vai lá pequena, mostra pra eles o seu talento! Mãos tremulas, mas com uma confiança enorme em ler minhas palavras, em doar meus sentimentos a um anfiteatro lotado. Aplausos. Muitos aplausos. Se eu disser a forma como eu me senti naquele momento, é mentira. Foi indescritível. Realmente, indescritível. Depois do making of, abraço do terceirão, discursos, as luzes se acenderem. O espetáculo tinha acabado. Que triste, queria mais. 
Desci do palco. Cumprimentei todos meus amigos e agradeci. A cada abraço eu recebia um elogio diferente: " Você estava linda". "Parabéns". " Foi um arraso". " Sou sua fã de carterinha". "Minha bonequinha de luxo". Mas, teve um elogio, que marcou. Realmente marcou. Foi de uma desconhecida, porém o rosto me era familiar, mas não lembrei na hora. Ela simplesmente me procurou pra dizer: " O seu texto é maravilhoso. Você é maravilhosa. Meus parabéns. Sucesso. Sucesso". Eu senti a intensidade dos seus sentimentos enquanto ela me elogiava. Agradeci com um sorriso de orelha a orelha. Admirada. Surpresa por essa reação. Nunca imaginei, juro. Fiquei feliz. Realmente muito feliz.
Acabou os mimos e de repente, eu escuto minha barriga roncar. Só assim para lembrar que eu precisava comer. Juntei minha mami e migs maravilhosas e fomos comer. Alimentada e feliz. Radiante. A minha noite foi mesmo deslumbrante. 
Se eu pudesse definir aquele sarau em uma só palavra, eu definiria: P - E - R - F - E - I - T - O!
Agora são apenas 9h00min da manhã de um sábado.  Eu não sinto minhas pernas de tanta dor, mas escrevo com o sentimento mais nobre: Valeu apena, cada detalhezinho. Aqui estou, tomando meu leite com toddy e escrevendo mais um capítulo.Vejo vocês, até a próxima.
Anna Carolina Moratto.

E DE REPENTE, TERCEIRÃO!


Sonhamos! Ah, como sonhamos. Um desejo enorme de estar lá, no famoso: TERCEIRÃO. E de repente, olha ele aí. Passou tão rápido. Você viu? Eu nem tive tempo de reparar. Justo na hora que estava começando a ficar divertido...
Ah! Embora tenhamos passado anos repetindo a mesma ladainha de “eu odeio escola, não quero mais estudar”, se duvidar, vamos sentir saudade até da nossa rotina de acordar cedo, tomar banho, ir pra escola e achar tudo chato, professores, aulas tediosas e vamos sentir falta de tudo isso, de certa forma, era bom.
Agora o mundo se apresenta e sinto em dizer, não vai ser nada fácil. Agora somos quase, quase adultos. E como toda gente grande, vamos ter que nos virar sozinhos. Enfrentar o mundo. Acabou. Acabou de começar um novo ciclo. Uma nova luta. Todos têm o livre arbítrio de escolher se irá viver no marasmo, ou não.  A brincadeira ficou séria, mais não deixará de ser prazerosa.
O diretor já deu o sinal. Em três, dois, um... AÇÃO!  O espetáculo é a nossa vida, o cenário é o mundo, o papel principal está em nossas mãos. Cabe a nós transformar nossa história em um filme, digno de Oscar. E para encerrar com chave de ouro: O cinema, nada mais é do que nós mesmos.
Anna Carolina Moratto.

14.11.11

November Rain!


A chuva começou na madrugada, mas meu sono semi-pesado estava mais pra pesado do que pra semi. Escutei – a caindo, de longe.  Cobri-me mais um pouco enfiando o rosto no meio dos travesseiros sentindo a quentura do meu corpo junto ao lençol. Dormir é bom. Eu dormiria trilhões de anos, mas quando eu lembro que sonharei com ele infinitos trilhões, eu fico com as oito horas diárias mesmo.

Quatro horas e dezessete minutos, foi o horário que estava no meu celular na hora em que levantei com sede, bêbada ainda. Cambaleei até a cozinha, peguei a minha água. A casa estava escura, todos dormindo. Chuva. Ah ta, o dia amanheceu chuvoso. Voltei a dormir. Sonhei. Sonho mais ridículo, credo. Faço nem questão de contar, porque foi, foi, foi ridículo, É.

Bom dia filha, já? Ainda é cedo. Olho o relógio da cozinha: 09h23min. Já, perdi o sono. Novidade. Bom dia mami. Bom dia papi. Bom dia pequena. Bom dia bebê. São Pedro está bravo hoje. Eu nunca vi uma chuva como essa, um dia como este. Abro a porta: Oi chuva! CAAAAAAAAAAAAROLINA sai da chuva menina. Não estou na chuva, só vim ver se ela está gelada geladinha. Eu e minhas manias bobas. Tomo um banho, daqueles de queimar a pele. Quente, pegando fogo. Depois visto pijama, coloco minhas meias de cachorrinho cor de rosa shock,  escovo os dentes, olho-me no espelho e sorrio: Linda você, hm. Vou atrás do meu iougurte de açai. Hoje eu não quis café da manhã, eu só quis o meu iourgute de açai. Manhêêêêêê, cadê o iourgute de açaí? Aé, tinha escondido. Agora dei pra esquecer tudo que  faço, mais que coisa. Deixa, isso não importa. 
Chuá-chuá, chuá-chuá, chuá-chuá, chuá-chuá, chuá-chuá...Vai ser o dia todo assim, esse barulhinho gostoso que a chuva faz quando bate no telhado. Tempo gélido. O mundo cai lá fora, alagando tudo. Será que Deus resolveu chorar as dores do mundo inteiro em um só dia? Ninguém sabe. O que eu sei é que Alx diz que fria é a chuva de novembro. Que fria que nada! Sinto-me tãããão quente e não é febre não, crianças. É felicidade.  Sinto-me tãããããããão felizzzzzzzzzzzzzz.
Pouco importa a vida lá fora. Hoje eu tenho o dia inteiro para achar gostosas coisas bobas como deitar no sofá com as minhas meias de cachorrinhos cor de  rosa shock, comer uma lata de pringles sozinha e assistir comédia romântica enquanto a chuva fica fazendo chuá-chuá, chuá-chuá... o dia inteiro. Eu só queria mesmo era falar da chuva de novembro.
                                                           Anna Carolina Cardoso Moratto.

10.11.11

Louca, Louca, Louca.

 
Eu sou esta estranheza que ele conheceu. Firme e forte por fora, fraquíssima e molenga por dentro. Entrei no jogo sem ler as regras e estava me sentindo foda se não fosse a vida sair correndo com a bandeira “Vai se fuder legal". Beleza, eu poderia ter ido dormir sem essa. 
Eu me arrisquei assinando todas as condições possíveis de quebrar a cara. Despejei meu orgulho no ralo do banheiro, falei dos meus sentimentos. Caralho, eu falei dos meus sentimentos. Eu não falo dos meus sentimentos, não assim, diretamente como falei com ele. Falei, me declarei e ainda quis saber de reciprocidade. Porra de reciprocidade que sempre me ferra por inteira. Deu merda. Idiota. Burra. Burra. Burra. Idiota. Nunca abro a casa do meu coração, quando abro, escancaro as portas, janelas e o que tiver que escancarar. Ele dizia que era sincero comigo e que não tinha medo de falar dos seus sentimentos, só quis corresponde-lo. Ele dizia que era carente de carinho, só quis dar a ele todo o carinho do mundo.  Exagerei, em tudo. Acreditei nele, mas aonde ele enfiou o amor? Ele dizia que me amava. Amar assim que da noite pro dia definha? Que porra de amor é esse? Amor, amor, amor, amor não é conto breve. É romance. Que lastimável. 
Eu sei que não faço muito o tipo dos homens. Sou maluca, maluca de tudo. Gênio ferino. Personalidade ofegante. Mimada por natureza. Egocêntrica e egoísta. Cansativa. Chata de galocha. Sendo assim, só aguenta quem ama. Ama pra valer. Se não, pede arrego, como ele fez. Cadê o amor dele, hein?  O que eu faço com o meu ? Eu forço o choro na frente do espelho, porque eu quero chorar. Estou cheia dele, minha alma está cheia dele e estar cheia dele, pesa demais. É chato demais. Eu só queria chorar pra aliviar a agônia. As náuseas vão diminuindo conforme eu vomito-o em palavras, mas o que eu queria mesmo é chorar. Honestamente, ainda bem que ele não me conheceu de verdade. Ele acabaria apaixonando-se incontrolavelmente ou então, eu faria  sentir - se como se estivesse em um hospício. Deixaria - o ainda mais louco, muito mais do que já é. Sou este caos ambulante, que passa na vida alheia como um furacão. Canto desafinado, tenho uma gargalhada horrenda, rebolo mais que a bunda e devoro qualquer um com os olhos. Intensa. Exagerada. Dramática. Impulsiva. Romântica demais. Ingênua demais.
Levar dois pés na bunda do seu primeiro namorado não é nenhum pouco agradável mas eu gosto que ocorram sacanagens comigo porque depois fico pensando em 899 maneiras de narrar os fatos. Textos fofinhos são os que eu menos gosto, escrevo, mas gosto mesmo é dos textos polêmicos, como este. Estes sim, eu escrevo com gosto. Com vontade. Sentindo o vulcão entrar em erupção. Eu tenho um vulcão, eu sou um vulcão. Sabiam disto? Pois é, não sou marasmo. Vivo atiçando fogo e depois, acabo toda queimada. Sou assim, prefiro assim. Depois eu tenho o que escrever, com emoção e com a porra do meu sentimentalismo de merda. Gosto de fazer meus leitores sentirem a adrenalina percorrer pelo corpo enquanto lêem minha alma. Minha alma idiota.
 Todos falaram para eu não escrever uma vírgula sequer sobre ele. Ele não merece. Realmente, o que eu sinto por ele, ele não merece. Nenhum bocadinho, mas um texto meu, ele merece. É digno, como todos os outros infelizes que passaram pela minha vida, mereceram. E daí que ele vai se sentir? E daí que ele vai copiar o link do meu blog e mandar para os amiguinhos dele? E daí que ele vai dar um soco na mesa e me chamar de vadia? E daí que ele vai me difamar depois disto? E daí que eu estarei massageando o ego safado dele? E daí? E daí? Eu não ligo. Mando pra puta que o pariu. Foda-se. Ele tem sorte de uma mulher como eu ter se apaixonado por  um homem como ele. Eu prefiro ser a louca que os homens preferem mandar pastar com as outras vaquinhas ao invés de ser  a mulher superficial, que não incorpora sua própria personagem. Não ser verdadeira é muito pior do que levar um pé na bunda. Um não, dois.
Anna Carolina Cardoso Moratto.

1.11.11

Pois então vai . . .

Vou abrir o jogo, mais uma vez. Aqui é o único lugar que quem narra é o meu coração e esta é a razão pela qual eu escrevo qualquer coisa, sem importar-me com o que vão pensar ou dizer. Sinto - me encurralada. É como se, como se... Eu estivesse em um labirinto. Corro, dou meia-volta mas nunca encontro a saída. Paro de correr, ouço barulhos.Crack! prac! prec! Ops, escutaram?  Ah meu Deus, NÃO! Coração é você? De novo? NÃÃÃÃÃÃÃO! No silêncio, escuto a voz do meu coração sussurrando: Sim querida, sou eu novamente. Fraco, todo massacrado. Suspiro. Calma, calma. Vamos sair dessa. Já passamos por coisas piores lembra? Pega sua bengala, vamos. Que situação dolorosa. Caraca,  dói. Eu nunca pensei que diria isso, maaaaaas... dói pra caralho.  Eu não sei dizer bem, mas agora eu entendo a sensação de um término de namoro. É sei lá, estranho. Péssimo. Não encontro adjetivos, só é péssimo. Sinceramente, pra mim, pior do que um término... É o consolo que você recebe. Então, por favor, não me abracem, não me liguem, não me perguntem as razões, não perguntem se estou bem, não me lembrem que eu estou sofrendo, não me olhem com pena. Eu não sou digna de pena. Só peço que me façam rir, contem piadas, eu adoraria. E sabe, eu poderia trancar-me no quarto e chorar feito uma condenada com uma barra de chocolate com castanhas de caju... Poderia, mas não vou. Não dou o luxo de cair de cama por ninguém e isto não significa que eu não esteja triste. Eu estou triste, milhões de vezes tristes. Só não estou morrendo. Sofro, sofro em silêncio, em pensamento. Sofro mais ainda por não aceitar sofrer. Vou-lhes confessar uma coisa: eu sou uma ordinária. Eu sinto tudo, a todo instante, mas não escuto, não aprendo.  Ignoro todo o meu sentir. Ninguém sabe, mas a sete dias atrás, eu sonhei e exatamente sete dias depois, aconteceu. No fundo, eu já sabia. Só estava esperando o Gran Finale. Pra quem disse que esse relacionamento não tinha futuro, satisfeitos?  Não sinto raiva de mim, nem de você, nem de ninguém. Aliás, se existe algum culpado, que seja o tempo. Talvez não era pra ser. Talvez não fosse amor. Talvez confundimos paixão com  amizade, amizade com paixão. Enfim, pela primeira vez, o clichê “podia ser diferente" não me tortura, porque foi diferente. Foi mágico. Não me arrependo, muito pelo contrário, sinto orgulho. Orgulho- me de mim mesma por ter quebrado o contrato com o medo e arriscado. Embora não tenha dado certo, tentei.  Agora vai, se é isso que você deseja, vai. Não vou pedir pra que fique, amor não se implora. Vai, vive a sua vida. Seja feliz! Quanto a mim, bem... Continuarei com a minha vida, daquele jeito. O meu jeito. Primeiro eu, depois o resto. Continuarei  me amando, me cuidando, me valorizando porque antes de qualquer sentimento especial por alguém, eu sou completamente apaixonada por mim mesma e isso já é o bastante. No final, tudo fica bem. Eu vou ficar bem. Hoje, amanhã, depois, daqui um mês, um ano... Que seja. Eu vou ficar bem. Nessa vida,  a única certeza é que tudo ficará bem.

Tudo bem se não deu certo, eu achei que nós chegamos tão perto .  .  .♫ 
Você vai lembrar de mim - Nenhum de Nós.

Anna Carolina Moratto.