30.8.11

17 anos.

Praia Pitangueiras - Guarujá 22/12/1997
Nessa época, eu só tinha três anos de idade. Era apenas uma criança, muito da atrevida por sinal. Sempre fui assim, inchirida demais. Elétrica, extrovertida, espontânea, autêntica. Não tinha nem tamanho de gente e já queria andar rebolando. Faz muito tempo, eu sei.... mas eu me lembro. Andava pela praia e perguntava, com aquela voz doce, cheia de dengo: "Titia, eu tô rebolando?" e ela respondia: "Não!" e então eu rebolava mais um pouco e perguntava: "E agora?" então ela dizia : "Ah, agora sim, ta andando igual a tia".  Não tinha malícia, não sabia nem o que significava, eu só estava imitando o mundo ao meu redor. Toda manhosa, cercada de atenção e por ser a única sobrinha e neta, o xodózinho.  Meu choro era porque eu só podia nadar no raso ou  porque não podia dormir até tarde. Precoce, sempre. Não entendia quase nada, mas estava ali matutando, analisando. Analisar, desde de pequena. Apanhava na boca vire e mexe, por falar mais que a boca permiti, por não controlar meus impulsos. Como diz  mamãe: " A Carolina era fogo quando era criança". Era mamãe? Ainda sou... e o tempo? AH! O tempo passou, você sabe...


Aniversário da Lais - 06/07/2011
 E hoje eu completo 17 anos. A pequena, ainda continua pequena. De resto, quase tudo mudou! Eu não sou a única sobrinha e neta, mas continuo sendo o xodó. Converso com gente grande e igual gente grande. Produzia e arrumava as barbies, agora cuido de mim mesma. Chorava por não ganhar balinha da professora e agora choro por dor, por paixão. A diversão que era ficar na rua, toda suja até a noite foi substituída por festas, churrascos e tunt'z tunt'z. Sapatinho de boneca trocado por salto alto. Resolvo equações algébricas e produzo redações quando a minha única obrigação era  pintar desenhinhos... como eu disse " quase tudo mudou". E digo isso porque sou a mesma pirralha. Cheia de energia. Mimada. Manhosa. Geniosa. Louca de pedra ... Isso explica que algumas coisas não mudam, nunca. 

Obs: Nesse dia, tão especial ... Eu agradeço a Deus, pela vida. Por fazer de mim uma filha abençoada e amada. 
E à vocês, que me parabenizaram e demonstraram todo o carinho que sentem por mim... O meu muitissimo obrigada. ♥

Anna Carolina Moratto.  

28.8.11

Demais.

Minha personalidade solícita não é na medida certa. Me dou demais, me disponho demais, me responsabilizo demais, me envolvo demais. Esse meu "demais", meio que estraga. Erro achando que estou fazendo o certo, ou quem sabe seja o meu certo que é errado. Esquece, eu não quero entender essa parte. Isso é fato: Eu só me odeio por ter um coração tão bom quando me ferem. Seria menos doloroso se eu aprendesse a ser amarga, muito amarga. Amarga mesmo, de repugnar. Maaaaas não! Eu não aprendo e não importa quantas vezes eu digo que sou insensível, se alguém  pede por ajuda... eu não viro as costas, não boto pra correr. "Vem cá, dá- me um abraço. Deixa comigo que eu resolvo. " Eu e a minha mania de querer saber o que fazer, quando não tem nada que possa ser feito. A minha intenção é ajudar, apenas! Eu quero que tudo acabe bem, é querer muito? Não acho que seja, nenhum pouco. Porém, a vida é mesmo muito gozada e de uma coisa eu me incabulo: É mais fácil ir contra aqueles que te ajudaram do que aqueles que te ferraram pra valer. Impressionante! Mas, deixa estar... deixa estar que eu uso band-aid, daqui uns dias, o machucado fecha e tudo fica bem. Tem que ficar, vai ficar. Tudo bem. Ufa! :)

Anna Carolina Moratto.  

22.8.11

All this feels strange!

Eu estava aqui, o único barulho era o tilintar do relógio, tic tac tic tac, tac. A hora não passava, de jeito nenhum. Estava frio, mas eu estava quente. Estava chovendo, mas eu enxergava o céu azul. O vento assobiava, porém assemelhava-se mais com uma cantarola, tranquilizante. Uma xícara de chá com a solidão. Conversa ia e vinha, mas a gente não se entendia. Eu não entendia. No fim, eu fico aqui, alone... e você? Sei lá onde se enfia. Eu vou perguntar mais uma vez :" O que foi? O que há?" e você responderá, mais uma vez: " Nada, absolutamente nada." Quer que eu acredite? Não vou acreditar, se nem mesmo olhar nos meus olhos você olha. Você se julga o "orgulhoso", mas o meu orgulho é triplo, quadruplo perto do seu... você nem imagina. Se me trata com indiferença, por favor, pare. Não deixe-me enfezada. Eu não penso duas vezes em  desprezar , mesmo que seja tortura. Sei brincar de ping - pong, todo mundo sabe. Você comprou a minha paciência e eu esqueci  de te lembrar que a quantidade é mínima. Suas atitudes não me deixam tristes, engana-se! Eu só estou dando a corda, pra ver se você vai se enfocar ... Eu pensava e a hora não passava, de jeito nenhum.

Anna Carolina Moratto.  

14.8.11

Lembranças.

Sábado a noite, eu e uma enorme nostalgia. Comecei a ouvir musicas que marcaram uma história, nossa história. Reli textos antigos e conversas gravadas, revi fotos já quase esquecidas... e então, as lembranças foram se achegando pouco a pouco e de repente, invadiram todo o espaço do meu ser. Agora eu me pergunto, que época foi aquela? Eu nem sabia o era viver ainda, mas estava vivendo. Hoje eu estou aqui, olhando pra trás e lembrando o quanto era bom, hoje sim eu reconheço o quanto era bom. Intenso. Inédito. Tudo guardado aqui, na  memória. Quantas pessoas maravilhosas já passaram e ainda continuam na minha vida e que eu sei, se não fossem elas, eu não estaria aqui, escrevendo sobre. As lágrimas descem pela minha face, mas não é por tristeza. É por saudade. Se eu pudesse viver tudo novamente, AH! se eu pudesse. Sorrio levemente, porque foi engraçado. É engraçado lembrar. E de pensar que um dia eu iria rir disso tudo... É, a vida é mesmo muito insana. Sofria feito uma condenada com minhas paixões platônicas. Berrava de dor com a traição de amigos, pelo menos naquela época, eu chamava de amigos e olha que nem sabia o que essa palavra significava... Que surra de aprendizado, mas pelo menos, tudo foi válido. Tudo. Até mesmo as coisas que eu rotulava ser em vão. Nada é em vão. Se foi ontem, hoje não é, amanhã faz todo o sentido. Completa o quebra - cabeça, caracteriza o personagem, enriquece a história. E que história, ual!  É uma delicia lembrar do meu passado com um baita sorriso no rosto. Eu digo que aproveitei e aproveitei muito cada instante vivido e  tem certos detalhes, que  lembro - me como se fossem ontem... É! Valeu a pena, e não tem nem como eu dizer que não *-*

Anna Carolina Moratto.  

8.8.11

Happiness!


Eu estava mesmo no mundo da lua, perdida em mil e um pensamentos. Tudo muito intenso, mas não quis me expressar, até porque senti que não existia necessidade nenhuma. Estou bem, isso é o que vale. E sabem, a estação inverno é marcante. Sempre espero a sua chegada, mas nesse inverno... alguma coisa soou diferente e a diferença é que eu estou vivendo um inverno feliz, com um coração inteiro, sem nenhum ferimento. Até cheguei a dizer que esse inverno, não está sendo inverno. Porém, o que acontece é que eu acostumei a sentir frio duas vezes, e agora, o único frio é só o tempo lá fora. Sofri bastante, mas tirei proveito de cada lágrima. É a vida, não é? Choramos uma eternidade para ganhar o privilégio de sorrir um dia. Hoje está tudo muito bem e eu quero aproveitar todo esse momento doce da minha vida. Está sendo bom, mas as vezes opto por não demonstrar tanta felicidade por aí. É mais uma questão de proteção. Invejosos sabem ser tão sujos, que se duvidar,  invejam até quando você está em lastimas. Sinceramente, prefiro não descrever o indiscritivel. Sendo assim, deixa eu só sentir e compartilhar com aqueles que eu digo que são meus.

Anna Carolina Moratto.