31.12.11

Dois mil e onze ...

Enquanto todas as pessoas faziam mil e uma promessas e planos para o novo ano que estava pra chegar, eu simplesmente não fiz nada. Nenhuma promessa, nenhum plano, nenhuma expectativa. Assim que o relógio bateu exatamente meia – noite, eu sabia que tinha começado o ano com o pé direito, muito mais que isso, sabia que dois mil e onze, seria o meu ano. E começou bem, começou muito bem!  Os meses passando e eu só deixando tudo rolar. Pela primeira vez eu estava deixando as coisas acontecerem na minha vida e isso estava surtindo um efeito mágico.
Os meses foram passando e cada vez mais fui entendendo o sentido da coisa. Pegando o jeito, sabe? Deixei a vida me levar, como diz Zeca pagodinho. Aprendi a me amar, antes de qualquer coisa, aprendi a me amar. Cá entre nós, esse aprendizado foi à alma do negócio. Deixei de esperar das pessoas e falando sério, esse foi o ano que eu menos me decepcionei. Juro. Talvez seja porque eu liguei o foda-se em alta velocidade. 
Sinceramente, agora aqui. Olhando pra trás... eu não tenho o que reclamar ao ponto de dizer: “ Podia ter sido melhor”. Não. Foi ótimo e pra mim está de bom tamanho. Eu aprendi bastante e fui muito feliz. Estou sendo muito feliz. E no último dia do ano, eu escrevo com um sorriso enorme porque dois mil e onze foi incrível. Apaixonante. Emocionante. Mágico. Idiota. Delicioso.
Eu não preciso escrever muito para definir dois mil e onze. Coisas maravilhosas, momentos maravilhosos e pessoas maravilhosas não se definem num turbilhão de palavra. O que é maravilhoso simplesmente, não se descreve, se sente. Isso é o que eu sinto, sem muito o que declarar.
Só mais uma coisa: Gratidão. Eu sou eternamente grata. Começando por DEUS, que me proporcionou um ano incrível. Depois pulamos para família, amigos e namorado. Depois os leitores, porque se não fosse vocês, razão nenhuma eu teria para manter esse lugar. Sou grata a todos vocês, por tudo. Muitíssimo obrigada. Um beijo, jujuba.
Anna Carolina Morato.

Dois mil e onze em pictures.
















29.12.11

Desconexo.


Essa história de sentir e não escrever só me fode. Eu não escrevi antes não por falta de não ter o que escrever, mas por falta de vontade mesmo. Eu tenho que parar com essa mania de ficar remoendo um texto mentalmente durante dias, semanas, meses. Agora tudo que escrevo parece desconexo porque na verdade eu não tenho um assunto específico. Já viram que vem merda por aí!

Às vezes eu só quero ficar quietinha no meu canto e quando eu faço silêncio, eu observo mais o mundo a minha volta.  Bah! Quanta idiotice. Enquanto o meu silêncio me esfola viva, eu acho metade do mundo babaca porque a outra metade é idiota. E nessa coisa de ficar puta por qualquer coisa, eu quero mandar todo mundo pra puta que o pariu. É fim de ano, pequena. Se acalme. Mas eu não estou nenhum pouco a fim de agradar não. Se eu puder ficar um dia inteirinho emburrada querendo um chamego, um cheiro... Eu fico gente, eu fico. 

Lembram quando eu disse “a hora que eu chorar vai ser o choro mais deprimente do mundo”? Foi. Eu chorei a dor do mundo inteiro em dois mil e onze. Já que as minhas dores são poucas, pouquíssimas, quase nada. Chorei pelos outros. Foi o choro mais deprimente, mais triste, mais solitário. Eu destruí o dia de todos a minha volta, mas melhorei.

Era o mínimo que eu poderia fazer, melhorar. Porém, piorei novamente. Se naquele dia eu senti vontade de chorar, o que eu sinto hoje é vontade de sumir. Tudo é tão cansativo, você sabe. Além do mais, eu odeio gente que some da minha vida e depois aparece querendo ter todos os direitos reservados. Por favor, me poupe. Não quero fadiga. Mais? Não, obrigada. O único direito que você tem aqui agora é o de ir pra puta que pariu. SÓ! Eu não faço questão. Eu tô mesmo é cansada dessa gentinha meia-boca!

 Hoje eu quis tomar um copo de suco de limão bem gelado pra ver se eu  desintoxico, mas esqueci que além de desintoxicante, ele é cítrico. Agora estou aqui, mal-humorada e com o estômago queimando mais que um asfalto quente em dia de calor 40º graus. Pra ajudar, o sinal vermelho abriu. É aceitável o fato de ter comido três bombons derretidos na noite anterior. Eu odeio bombons derretidos, mas a minha sangria por chocolate nessa época do mês é incontrolável e extremamente desesperadora.

Agora eu faço o quê?  Fico aqui me perguntando enquanto devoro dois sonhos de valsa e um pacotinho de confeti e não vale me chamar de gorda. Isso não é ser gorda, isso é querer descontar toda a raiva contida. Enquanto eu perco meu tempo achando metade do mundo babaca e a outra metade idiota, as duas metades me acham uma babaca-idiota. É! 
Anna Carolina Morato.

26.12.11

Ela é ele. Ele é ela.


Eles precisaram se perder. Ela precisou crescer. Ele precisou sentir sua falta. Sofreram. Cada um a sua maneira, mas sofreram. Ela descontando em festas, roupas sensuais e amigas. Ele descontando em amigos e bebida. A saudade é claro, aumentava cada dia mais. Desde o fato ocorrido, nunca mais se viram. Um mês se passou e se estavam competindo para provar quem era mais orgulhoso, ela venceu. Ele ligou, ela atendeu. Conversaram alguns instantes. Ela ainda o odiava, mas ainda o amava.  Alguns dias passaram, ele ligou novamente e ela não atendeu, ele mandou mensagem e ela não respondeu. Naquele dia, ela não queria ouvir a voz dele, não queria saber dele, não queria nada. Nada que fosse a respeito dele. Tudo que ela queria era matá-lo, matá-lo dentro de si. 

Um dia depois, eles se encontraram. Ai meu Deus, eles se encontraram. Exatamente no dia em que estariam fazendo dois meses, se ainda estivessem juntos. Ela o viu chegar e seu mundo não desmoronou, permaneceu firme. O ódio percorreu as entranhas dos seus órgãos. Orgulho ferido duplicado, triplicado.  Ela não deu a mínima para as circunstâncias. Curtiu a festa inteirinha e ele também, mas ela sentiu que ele não parava de olhar. Talvez estava começando a perceber que tinha perdido uma mulher e tanto.

Ela sabia que ele ligaria no outro dia e acreditem, ele ligou. Conversaram durante uma hora, como antes. Falaram sobre tudo. Ele até falou sobre os seus sentimentos e disse a ela que sentia a sua falta. Ela surpreendeu-se, mas a verdade é que tudo o que ele disse, era tudo o que ela precisava saber. E soube. Porém, ela ainda estava machucada. Tornou – se fria. Antes de tomar alguma decisão, ela precisava falar sobre os seus sentimentos também. Fudeu! Falar sobre os seus sentimentos é a coisa mais difícil, sempre tão acostumada a só escrever sobre. Mas com ele, ah! Com ele ela se sente segura. Rasgou o verbo e ele, surpreendeu – se. Agora sim, ela poderia tomar uma decisão e a sua escolha foi dar uma chance para eles.

Ela deixou-o ir porque sabia que se voltasse, era seu. Ele voltou e por não obter força alguma para matá-lo, sua saída foi se render. A verdade é que ela nunca encontrou alguém tão incrível como ele. Ele nunca encontrou alguém tão incrível como ela. Ela é ele. Ele é ela. Eles se entendem, e se gostam, e se divertem, e se amam todos os dias.  E sabe de uma coisa? Foi Deus quem abençoou. 

Anna Carolina Morato.

9.12.11

UH É TERCEIRÃO! ♥


Como é que se fala sobre um fim? Com que palavras, de qual maneira? Eu estava aqui me perguntando antes de começar a escrever este texto. A resposta é simples. Não é necessária uma maneira de falar. O fim se define por si só.  Eu sabia que esse dia chegaria, o dia em que eu iria dizer: “ Adeus Terceirão!"  O que eu não esperava mesmo é que seria tão rápido. Ainda não caiu a ficha, isso é fato, mas meus olhos formigam só de escrever tudo isso aqui.
Um filme passa em minha mente. Eu sei que eu sou a única a pensar: “ E agora? O que eu faço da vida?” Pelo menos na escola, a gente tinha a segurança que ainda vinha mais um ano pela frente. Mas e quando chegamos ao último ano? Hora de crescer, criançada!
Hoje foi o último dia, literalmente. Agora eu fico aqui pensando, o que vai ser de mim sem aquela turma do fundão? Sem ter o Michel só para eu ficar dizendo: “Oi miiiiiiih”. Sem ter o Pedro atrás de mim falando: “ Mais pro lado, põe a prova  mais pro canto. Aê, isso”. Sem ter o Fernando falando: “Mô isso, Mô aquilo.” Mô. Mô. Mô. O tempo inteiro. Sem ter a Tainara na segunda feira pra contar tudo o que aconteceu no final de semana. Sem ter o Paulinho para eu ficar fazendo massagem nas duas últimas aulas de sexta feira. Sem ter a Isabella, a Tica e a Gabriela. O trio parada dura pra ficar falando: “Anninha, para de tititi.” Ser ter o grupinho da frente pra dialogar. Sem ter o grupinho dos excluídos. Eles eram excluídos, mas eu gosto deles. Gosto de todo mundo ali.
O que vai ser de mim sem os recreios? Sem o Humberto e a Jéssica pra ficar conversando sobre casos e acasos. Sem a bigg para eu contar os bafos alheios. Sem o Robinho e o Alors pra ficar armando as festas. Sem o ex-atual-futuro cunhado Zé Paulo pra ficar me chamando de Oriental. Sem o colo da Jéssica quando eu tô afim de deitar nos murinhos em volta da quadra. Sem a Hellen pra abraçar. 
O que vai ser de mim sem aqueles professores? Sem a Cida Língua Portuguesa Ferreira pra ficar falando em todas as aulas: “ Perdemos 20 minutos”. Sem a historiadora Márcia pra arregalar seus olhos e dizer: "É ZERO!". Sem a geografa Vanessa Morena Doce Valentim para assistir Capitão América. Sem a matemática Juliana falando devagarinho. Sem o filósofo e sociólogo José Otávio pra dizer: “ Garota, guarda esse celular”. Sem a  Vitória Literatura Xavier pra falar: "Xuxega, ao invés de sossega". Sem a Luciana pra tentar nos mostrar que arte é cultura. Sem a Sandra pra nos fazer entender Biologia como ninguém. Sem a Priscila pra nos ferrar gostoso em Física. Sem a Teacher Elaine pra dar negativo quando esquecemos a apostila. Sem o biólogo Danilo que é fera em Química. Sem o futsal feminino do Pardal. Sem a Bruna da Sala de informática. Sem a coordenadora Eunice pra ir comer nosso rabo quando fazemos coisas erradas. Sem a diretora Sônia pra dizer que o nosso sarau foi o melhor de todas as edições. Sem a farofa da tia do lanche. Aí meu Deus! Sem essa equipe maravilhosa que nos acompanhou esse ano. 
O que vai ser de mim? A resposta para esta pergunta, também é simples. Eu não vou ser, eu sou com tudo que aprendi com essas pessoas maravilhosas que passaram pela minha vida. Cada um deixou um pedacinho comigo, até mesmo os nomes que não foram citados. Honestamente, esse ano foi mágico. O que vai ficar  no meu peito é uma saudade. Um enorme saudade. Valeu cada briga, cada brincadeira, cada sermão, cada cola, cada trabalho, cada gargalhada, cada churrasco... Valeu TERCEIRÃO! Eu encerro por aqui porque preciso lavar meu rosto agora. Obrigada crianças, de coração.
Anna Carolina Morato.

6.12.11

Tinha que ser a Anna Banana.


Quando pequena, a frase que mais predominava era: “Carolina, Sossega. Comporte-se.” Até aí tudo bem, eu era mesmo muito danada. Hiperativa. Dizem que os pais conhecem os filhos que tem, não é? Pois bem, Mami diz: “ Eita carolina, deixa de ser desastrada. Você parece uma vaca louca”. Papi diz: “Carolina, você veio por encomenda. Não é possível.”  Sabem o que eu descobri dias atrás? Que a Mami tomava cerveja moderadamente na gravidez, enquanto me amamentava também e Papi ainda teve a audácia de dizer que meu sangue é alcoolizado. Será que isso explica o fato das minhas amigas sempre me perguntarem se eu injetei álcool no sangue? Olha o grau da loucura!
Brincadeiras a parte.  Eu sempre me caracterizei como uma tímida- extrovertida. Quando eu conheço alguém, eu sou quietinha. Mas depois que eu passo a conhecer, eu sou agitadinha. Maldita intimidade. A verdade é que eu sou porra louca mesmo, quem conhece é que sabe.  Estão vendo aquelas menininhas bonitinhas ali? Eu acho lindo. Acho lindo menininhas bonitinhas. Que comem bonitinho, que cantam bonitinho, que dançam bonitinho, que sentam bonitinho, que falam bonitinho, que cagam bonitinho. Eu não sou assim, é uma pena. Também nunca quis ser assim, o que também é uma pena. Algumas menininhas bonitinhas são tão bonitinhas que chegam as ser sonsas e ser sonsa pra mim está completamente fora de cogitação.
Eu pareço uma pata choca mesmo e não to nem ligando. Até tento ser comportada, mas ser comportada o tempo inteiro é chato demais. Então eu paro com essa coisa chata e fico toda faceira, que é mais a minha cara mesmo e  só não sou mais educada porque de todas as minhas amigas, eu sou a que mais fala palavrão. Isso é feio, eu sei. Não precisa me repreender. Eu acho horrível menina que fala palavrão, mas eu falo. 
Uma coisa é certa: Eu sou mulher xucra. Mas meu charme consiste nessa mistura. Mulher Xucra X Mulher Moderninha. Isso é a minha magia. Quanto mais um homem acredita que me conquistou, mais ele está longe de me conquistar. Vai por mim. Eu tenho a manha de fazer os homens acharem que eu estou comendo nas mãos deles, coitados. Ao mesmo tempo que faço um homem sentir-se o cara mais foda do mundo, eu o faço sentir -se o cara mais babaca do mundo.Eu falo, eu sou indomável e ninguém acredita. Mas o que eu queria mesmo era ser domada. Cadê ele Deus? O cara que vai conseguir me domar. O cara que vai amansar a fera que sou. Cadê? D-e-e-e-e-e-e-us! Eu tô falando com v-o-c-ê-ê-ê-ê! Eu só queria ser domada ... pronto, passou. 
Eu sou um poço de defeitos. A menina mais problemática, mais idiota, mais descompensada, mais cínica  que eu conheço. Eu sou intensa mesmo, me fodo mesmo. Coloco sentimento onde não tem mesmo. Eu sou o pior tipo de mulher do mundo mas apesar de tudo, eu me amo. Deus do céu, como eu me amo. Embora eu tenha saído da fábrica cheia de defeitos, só tem uma coisa em mim que veio perfeito: O meu coração. Eu posso ser tudo  e mais um pouco, mas dentro do meu coração cabe Netuno, Urânio, Plutão, Marte, Júpiter e todas as constelações.  Eu sou puro amor. Aqui nesse meu peito surrado, sempre cabe mais um. É só adquirir o passaporte pra entrar na minha vida. Simples e intenso. 
Anna Carolina  Morato.

3.12.11

Inchaço.



Eu começo o ano já pensando em dezembro, toda vez.  Os meses vão passando e dezembro vai  ficando cada vez mais perto. Chega novembro e eu surto. No mês onze sobre cai sobre mim tudo o que aconteceu no ano. TUDO MESMO!  Sinto-me tão pesada, tão fadigada. Fico revoltada, meu humor oscila. Xingo o universo inteirinho. É uma tortura, porém, não posso ser tão ingrata, tive dias bons, bons não, ótimos. Mas mesmo assim, não gosto dele. Do mês de novembro.

Juro, eu estava ansiosa pra dizer: Vejo você ano que vem novembro, tchau. Agora sim, Oi dezembro. Ah! Dezembro. Dezembro. Dezembro. Como eu te esperava. Me dá até uma coisa boa assim, sabe? Nossa Senhora. Mas apesar de sentir essa tal " coisa boa", eu ainda me sinto cheia. Cheia de mim, cheia das pessoas, cheia de tudo. Sabe quando o que você mais quer é conseguir chorar? Sério, eu preciso muito chorar. Chorar feito bebê, durante horas. Não importa. Só quero chorar.

Eu não sou feita de titânio. Aliás, entre ser de titânio e ser humana, eu escolho ser humana e isto é extremamente nobre. Quantas vezes eu já ouvi: " Você é  um exemplo pra mim." Cá entre nós, eu nunca pedi pra ser exemplo de ninguém. Olhem só pra mim, cheia de defeitos. Devaneios. Uma louca fugida do hospício. "Você é tão certinha". Só deixa eu lembrar, pessoas certinhas também erram e não importa quantas vezes eu pense e repense antes de tomar decisões, eu sempre vou errar em alguma coisa. Essa é a consequência de ser humano, aceitar o erro e ainda assim, ser feliz por isso. 

Na verdade, eu sou um eterno paradoxo. Escolho ser humana, mas me faço de titânio a todo instante. Como se nada me atingisse de fato, como se curar uma ferida fosse a mesma coisa que amarrar o cardaço de um tênis pela primeira vez. Vou surrando tudo aqui dentro, lutando contra qualquer coisa que me faça sentir meio mal. Eu debocho descaradamente da tristeza pra que ela se sinta incomodada e não faça da minha vida, a sua morada. É meio esquisito, mas eu dou risada da minha própria desgraça. Que pessoa mais insana que sou. Rir da própria desgraça? Pois é, eu rio e ainda convido gente pra rir junto comigo porque é triste, mas mesmo sendo triste, dá pra se tirar um proveito. Uma piadinha. 

Talvez o que cause o sentimento de exemplo e admiração nas pessoas seja isso. Seja este meu jeito sutil de adocicar o amargo. Este meu otimismo de que tudo vai ficar bem. Esta minha facilidade inédita  em tacar o foda-se e continuar doando sorrisos faceiros por aí. O meu cinismo. Minha indiferença. Você faz questão? Que pena, eu não! Acreditem, não é fácil ser eu. Eu nem sei o que eu faço comigo mais.  É tudo meio delicado, você sabe.

Quando eu não sorrio, as pessoas a minha volta ficam perplexas. Quando eu não falo demais, desconhecem. “Essa não é a Anna que eu conheço.” A verdade é que ninguém suporta a ideia de me ver triste porque sem perceber, eu  exalo alegria só de falar um Oi  com esse meu sotaque caipira, meio amineirado, arrastado. De fato, a minha alegria carrega o mundo e quando eu estou triste, o mundo desaba. A hora que eu chorar, vai ser o choro mais deprimente desse mundo. . .


Anna Carolina Morato.

27.11.11

O segredo do espelho!


Definitivamente, eu odeio baixa auto- estima. Odeio quando deparo com meninas que só sabem falar “to gorda, to feia”. Odeio quando eu mesma estou com baixa auto – estima, que ao me olhar no espelho, grito: Que ridícula! E saiu correndo. Principalmente em dias em que o sinal vermelho está aberto. Aí meu Deus, é o fim. Mas eu sempre volto pro espelho, devagarzinho e falo: Posso ser ridícula, mas pelo menos sou uma ridícula bonita. Depois de usar o adjetivo bonita, a coisa parece ficar melhor. Parece não, fica melhor.
Não adianta, crianças. Não adianta. O segredo é o espelho. O espelho, fofura. O espelho. Esqueceu? Até a madrasta da branca de neve conversava com o espelho. Ela sempre perguntava: “Espelho, espelho meu. Existe alguém no mundo mais bela do que eu?” e olha que ela era medonha. Você também não precisa falar igualzinho o blá blá blá todo de “Espelho, Espelho meu...” Fala uma coisa mais ousada do tipo: “ Se eu fosse homem, eu me pegava” ou " Se eu fosse mulher, eu me pegava".
Como é que você quer que os homens te vejam como uma divã se você mesma se trata como uma Maria marmotinha? Hein? Me diz doçuras! Se quando você se olha no espelho e só vê você em versão Fiona, acha mesmo que vai encontrar um Ken? É Óbvio. É óbvio que na sua vida só vai aparecer Shrek, Shrek, Shrek e mais Shrek. O Ken é da Barbie. Sinto em dizer, mas você não é uma Barbie e não é porque não quer. O tempo que você perde dizendo “eu to gorda” é o tempo que você estaria na academia. O tempo que você perde dizendo “eu to feia” é o tempo que você estaria em um salão de beleza, se embelezando. Acorda! Acorda! Vamos trabalhar essa auto-estima? Vamos? Ficar se auto destruindo só vai te fazer mais infeliz.
Aprende uma coisa: Ame-se. Antes de qualquer coisa, Ame-se. A magia vem aqui de dentro. Quando você se olha no espelho e sorri, mas sorri de corpo e alma. Não basta só sair bem vestida e linda, tem que sentir. Passar batom vermelho a deixa mais provocante? Passe-o. Usar vestidos curtos te faz sentir-se mais gostosa? Use-os. Abuse da sua sensualidade, mulher. Porém, cuidado. Não vá reclamar se até o padeiro conseguir ver o seu útero. AHH! Antes que eu me esqueça, tem um detalhe importante: Saiam pra qualquer lugar sentindo como se estivessem usando espartilho e cinta-liga mesmo que você esteja apenas com um conjuntinho bege broxante. Cadê o poder de sedução, mulherada? Viver nesse desamor próprio não dá, querida. 
Eu não falo isso só para as mulheres. Agora é com vocês homens. Sinceramente, tem homem que deve sofrer da síndrome do taco mole. SÓ PODE! Vão ser inseguros e poucos de si longe de mim. Que isso gente. Bando de frouxos. Sonsos. Cadê o charme? Cadê a essência masculina? Homem banana é o fim da picada, fala sério. Tem o espelho, queridinhos. Detalhe: Eu não estou generalizando nada aqui, também não estou referindo- me a nenhuma mulher e a nenhum homem. Se acontecer da carapuça servir, que sirva.  
Tá. Tá. Tá. Não vale dizer: " Falar é fácil. Vai por isso em prática." Graçinha, cada um que zele pela sua vida. Cada um que equilibre a sua balança. Auto - estima é pior que criança, se descuidar um pouquinho, dá merda. Só acreditem no que eu estou falando: O segredo do espelho. Xiu! Não conta pra ninguém não, seus bobos. Isso é segredo. Segredinho. Segredado. Vem aqui do meu ladinho, que eu vou falar bem baixinho: Funciona. Eu garanto!
Anna Carolina Moratto.

22.11.11

Antipatia!


Eu sou acostumada a receber mensagens de bom dia, não mensagens com um porre de merdas. Logo pela manhã, já desatei uma discussão infindável. Meu sangue ferveu. Esquece o bom dia. Pra mim o dia morreu na hora que eu li aquela mensagem, cheia de julgamentos. Agora diz pra mim, quem é você pra me julgar? Porra nenhuma. Você não tinha o direito de me falar nada, diz que me conhece, mas não sabe nada da minha vida, nada. Imbecil.
Perdi completamente o fio da meada. Estrago meu dia. Não quis sorrir. Eu não parava de pensar naquelas palavras, me sentindo a pior pessoa do mundo. Ainda me sinto. O problema de você ter o sorriso mais safado de todos, é que quando você não sorri, todos estranham. Todos perguntam: “ O que você tem? Tudo bem com você? O que foi? Porque ta triste?” NADA! NADA! NADA! Não foi absolutamente nada. Só percebem que eu estou com algum problema quando eu não pareço o bozzo? Que legal. Que legal.
Sabe a garotinha doce e simpática que escreve todos os textos com um sorrisinho no rosto? Esquece. Esquece. Hoje ela não existe. Escrevo séria, com os olhos formigando pra chorar. Chorar de raiva. Tristeza. Estava tudo bem, ou pelo menos, eu estava trilhando meu caminho pra ficar bem. Estava sim, bem. Só que sempre aparece um filho da puta e toca na sua ferida. Agora estou aqui, mais azeda que abacaxi verde. Mais amarga que café sem açúcar.
Não quero graça com ninguém também. “Antipatia, você por aqui? Não sou sua amiga, mas pode ficar. Faça- me companhia nesse dia de merda.” Oh diazinho mais filho da puta. Eu não sei conversar quando me sinto assim, a única coisa que me resta é sempre uma página em branco no Word. Porque é mais fácil. Quem é que aguenta uma garotinha com opiniões idiotas e com ideias fúteis? Eu to engolindo cada palavra dita, cada uma.
Oh pequena, não fica assim não. Oh criança, quer que eu fique como? Definitivamente, as pessoas que ficam dizendo o que eu preciso são as que menos sabem do que eu preciso. Você precisa ter mais calma. Você precisa relaxar. Você precisa. Você precisa. FECHA A BOCA! Eu não vou me acalmar, eu não quero relaxaaaaaaar. Me deixa vai!
Eu estou chatiada, encabulada, complexada, machucada, desnorteada. Se tiver mais ADA, bota na conta moço. Moço se tiver aquela poção que faz a gente dormir as próximas 48 horas sem parar, bota na conta também. Ah, não tem? Como não tem? Providência moço, providência. Por favor, por favorzinho. Não dá? Tá moço, tudo bem. Eu fico acordada pra aguentar esse dia dose dupla. 
Novembro, você não tinha um diazinho melhor pra me arranjar não? Puta que pariu. Seus dias estão cada vez piores. Já disse que eu odeio você? Odeio você Novembro, odeio você mês de Novembro. Todo ano é a mesma putaria, chega você e a merda da minha vida torna-se mais merda ainda. É preciso jogo de cintura pra te suportar. Ainda bem, ainda bem que faltam oito dias apenas. Eternos oito dias que nunca passam . . . 
Ontem o dia estava um tédio, hoje está uma merda. Espera só até ver o que o dia vai estar amanhã. Espero que esteja no mínimo, suportável. Oh maré negra, sai de ré. 
Anna Carolina Moratto.

21.11.11

Eu quero ser homem!

Eu quero ser homem. Dormi com essa vontade ontem. Estava no tédio, sem sono. Ta aí quero ser homem. Acordei sem ter o que fazer. . . Acho que realmente quero ser homem. Só por um dia. Será que alguma menina já sentiu essa vontade? Se não sentiu também, não me interessa. Ter vontades estranhas é comigo mesmo.  Como é ser homem hein? Bateu-me uma curiosidade.
Quero ser homem, mas não é um homem qualquer não mulherada. Quero ser do tipo: fodão.  Presença. Homem que fica lindo mesmo de short, camiseta, um óculos escuro e chinelo.  Todo charmoso, que ao sorrir de meia boca por aí, todas as mulheres correm pra pegar um papel e caneta pra escrever: “ Noel, eu fui “santinha” esse ano. Não aprontei quase nada. Manda um desse lá pra casa vai! “. Quero ser aquele galanteador que sabe como conquistar uma mulher. Longe de mim esses conquistadores de porta de buteco. Credo, que nojo.
Quero ser homem só pra entender como é ser homem. Descobrir o que eles pensam, como pensam, porque pensam. Oh gênio da lâmpada mágica, ainda são três pedidos? Lá vai: Quero ser homem por um dia. Quero ser homem por um dia. Quero ser homem por um dia. É.
Quero ser homem pra saber qual a sensação de pegar sete em uma festa e depois todos os amigos vim dando tapinha nas costas e dizendo: " E aí lek, tu é foda hein". Homem é tão diferente de mulher, vai a gente pegar sete em uma festa, depois todas as amigas saem dizendo: " Nossa, que biscate". Olha só, que tamanha diferença.
Quero ser homem só pra poder falar: Vou mijar sem ninguém olhar de cara torta pro meu lado. Ou sentar de perna aberta sem ninguém ficar me  corrigindo. Ou falar palavrão exageradamente sem ninguém me repreender. Para com isso, você é moçinha. Não pode falar palavrão. Eh, mais é um saco mesmo. Onde é que está escrito que "moçinha" não pode falar palavrão? Me deixa vai.
Quero ser homem pra poder fazer coisas erradas e ouvir o universo inteiro conspirando: "Ah, mas ele é homem. Homem é assim mesmo". Desculpinha mais clichê e a maioria sempre se safa nessa.  Quero me safar também.
 Oh gênio, aparece meu filho! Eu quero ser homem. Como é ser homem? Alguém me explica? Tô morrendo de curiosidade, sério. Como é isso gente? Quero ser hoooooooooooooooooooomem! Poxa vida. Estão me achando louca não é? Ah, ser homem deve ter lá suas vantangens . . . Homem não sangra durante uma semana. Isso já é uma vantagem e tanto. Mas tem um detalhe . . . homem não estoura o cartão de crédito todo mês comprando sapatos, maquiagens, roupas e lingerie.  Que sem graça. Coisa mais broxante.
Oh gênio, sabe aqueles três pedidos? Cancela. Cancela agora. Acabou o tédio, não quero mais ser homem. Já arranjei o que fazer, não quero mais ser homem também. Cancela. Quero continuar sendo  mulher. M - U - L - H - E - R, para todo o sempre. Amém.
Anna Carolina Moratto.

20.11.11

Escrevo - te.



          Eu decidi que vou te escrever sim. Não vou pedir para que se importe com o que vou dizer.  Eu preciso falar dos meus sentimentos e como vou falar sem redigir você?  Desculpa, eu não posso ficar falando de você sem permissão, quanta indelicadeza. Desculpa mesmo, mas eu não consigo segurar minhas palavras.

Nesses últimos dias só tenho cometido loucuras, não que eu não as cometa com frequência, mas aumentei o número só para não cair na loucura mais idiota: Pensar em você. Não faço mais silêncio e se eu ficar quieta um segundo, sou obrigada a escutar: Ainda pensando nele? Não. Eu não penso em você todo o instante, mas penso. Quando contam alguma coisa que eu saberia que você morreria de tanto rir quando eu te contasse  ou quando eu saio para comer sushi. Aí, como eu amo sushi. Como eu gosto de você. Por favor doçurinha, me explica uma coisa: Como não lembrar de você?  Somos tão parecidos, parecidíssimos. Chega a me dar raiva, mas não vou mudar o meu "eu" para tornar-me diferente de você. Impossível.  

Não te escrevo triste, não estou triste. Também não estou brava. Sou pirralha o suficiente pra aceitar o fato de não te ter mais. Você está do jeito que sempre quis, vivendo sua vida e não te julgo por isso. Eu também estou vivendo a minha vida e muito bem.

 Tem noites que eu me questiono se você sente a minha falta. Mas não. Você não sentiria falta de uma garotinha grudenta e mimada que te mandava mensagem quase toda hora e que tinha dias que te ligava só para descobrir se você estava bem pelo tom da sua voz. É, isso mesmo que você leu. Eu te conheço pelo tom da sua voz, amor. Sentiria meu anjo? Ah, deve sentir. Nem que seja um bocadinho, um bocadinho só. Quase nada, como uma pitadinha de sal. Sente falta. Sente sim. Eu também sinto sua falta. Mas, sentir falta de alguém é assim, no começo você sente todos os dias. Depois, passado algum tempo, sente duas vezes por semana. E depois, passado mais algum tempo, sente meia hora por dia até que não sente mais nada. Eu sinto todos os dias, ainda.

Preciso dizer, eu ainda tenho a esperança de acordar com uma mensagem sua. Seu chato, você me acostumou muito mal. E quando meu celular toca tarde da noite? Meu coração gela porque é o mesmo horário que você costumava ligar. Agora eu reviro minha lista de contatos inteirinha pra mandar mensagem de boa noite pra alguém, só pra não perder o ritmo. Antes era você, agora não pode mais ser você. 

Não sei até quando vou continuar assim, de longe. Nem sei se você me quer por perto. Queria você uma louca na sua vida? A verdade é que eu não quero te apagar como quem escreve a lápis e apaga logo em seguida. Não. Não. Não. Eu não vou te apagar. Te quero na minha vida como quem quer alguém pra conversar. Quero sim. Mas, se você preferir não me querer mais na sua vida, não tem problema. A única coisa que eu não quero é que você mate o carinho que eu sinto por você. Não deixa morrer o meu afeto. Não permita que eu fale de você sem um brilho nos olhos. Que vivamos distantes um do outro, mas que vivamos bem.

 Eu sentia saudade disso. Disso o quê? Escrever um texto especial pra alguém especial. Sua ridícula, isso é sofrer. Não. Ser humano é um bichinho tão sensível e tão carente de si que sofre só de ouvir a palavra s o f r e r . Isso não é sofrer. Queridinha, senta aqui do meu ladinho, deixa eu te dar uns beliscões. Não. Porque não? Porque dói. Vai passar. É só um teste pra descobrir se você esta viva ou morta. Eu estou viva, vivinha. Ô, meu coração está batendo, todo errado, mas bate. Meu coração não é nada calminho. Pra quê calmaria? A vida chama e pra alcança – lá, é preciso correr! CORRE. 
 Anna Carolina Moratto.

19.11.11

Sarau Literomusical 2011


Eu passei o ano inteiro na expectativa e quando foi chegando o dia 18/11/11 meu coração já não pulsava mais, ele quase rasgava meu peito. Nervoso. Ansiedade. Expectativa. Medo. Adrenalina. Inúmeras sensações, só sabem o que eu estou dizendo, quem sentiu. Uma equipe inteira trabalhando para que a 9ª Edição do Sarau Literomusical fosse simplesmente, perfeita.
Foi esforço. Foi trabalho. Foi dedicação. Foi lágrima. Foi riso. Foi divergência. Foi confusão. Foi tudo. Tudo o que acontece dentro de uma equipe, sabem como é. Sempre tem aqueles que não se entendem. Natural, são seres humanos. Diz pra mim qual é o ser humano que não tem diferença? Nenhum. Enfim, esquecem as dificuldades.
O tão esperando grande dia chegou. O nervosismo não me deixou dormir a noite, cinco horas pra quem precisava realmente ter dormido oito horas.  Aquela correria danada. Corre pra cá, corre pra lá. Resolve isso. Arruma aquilo. Repassa roteiro. Repassa coreografia. Corrigi postura. Tempo correndo. É na loucura que você percebe o quanto um minuto vale ouro. Adrenalina pura.
Às 19h00min  foi o horário marcado para começar o evento. Eu fugi de mim mesma e tornei-me a bonequinha de luxo. Estava prestes a subir naquele palco, minhas mãos suavam frio por entre as luvas. O anfiteatro enchendo, enchendo, enchendo e eu suando frio. Coração não tinha ritmo. Sensação elevador. Borboletas no estômago.
“Agora, eu gostaria de chamar ao palco os apresentadores: Anna Carolina Morato e Maurício Amaral”. Entraram pelos corredores, passando pelo público que estavam sentados aguardando a noite de cinema. Sobe ao palco: A bonequinha de luxo e Vito Corleone.
Assim, o sarau começou. Musicais. Poemas. Mágico de Oz.Vida de Chaplin. Cinema brasileiro. Walt Disney. Lisbela e o prisioneiro. Cinema, literalmente. Foi lindo, mágico. Em todas as apresentações, a platéia vibrava. Delirava. Os aplausos eram todos fogosos, cheios de sentimentos. Aprovação. Encantamento. Brilho nos olhos. Eu arrepiava a cada apresentação. Sentia meu sangue ferver. O nervosismo continuava, mas a alegria era maior de saber que estava dando certo.
Como tudo que é bom dura pouco, fomos caminhando para o fim de mais um sarau literomusical. Musica de encerramento pra finalizar. Agradecimentos. Making of. Nós alunos homenageamos professores, coordenadores e diretores. Último ano na escola, TERCEIRÃO. Imaginam como todos nós estávamos lá? Uma alegria misturada com uma tristeza por saber que acabou a "vidinha boa". É crianças, vamos crescer. Vamos viver! Chegou a nossa vez. . .
Eu escrevi um texto: " e de repente, TERCEIRÃO" para representar esse ano e pela primeira vez na vida, eu estava em um palco lendo um texto de minha autoria para mais de duzentas pessoas. Mais de duzentas pessoas. Sabem o que é isso? Sabem? Você ler um texto de autoria própria para mais de duzentas pessoas? Sabem não crianças. Não teem a mínima ideia do que é estar ali, mas vou confessar: É magnífico. Eu o li enquanto meu coração saltitava. Vai lá pequena, mostra pra eles o seu talento! Mãos tremulas, mas com uma confiança enorme em ler minhas palavras, em doar meus sentimentos a um anfiteatro lotado. Aplausos. Muitos aplausos. Se eu disser a forma como eu me senti naquele momento, é mentira. Foi indescritível. Realmente, indescritível. Depois do making of, abraço do terceirão, discursos, as luzes se acenderem. O espetáculo tinha acabado. Que triste, queria mais. 
Desci do palco. Cumprimentei todos meus amigos e agradeci. A cada abraço eu recebia um elogio diferente: " Você estava linda". "Parabéns". " Foi um arraso". " Sou sua fã de carterinha". "Minha bonequinha de luxo". Mas, teve um elogio, que marcou. Realmente marcou. Foi de uma desconhecida, porém o rosto me era familiar, mas não lembrei na hora. Ela simplesmente me procurou pra dizer: " O seu texto é maravilhoso. Você é maravilhosa. Meus parabéns. Sucesso. Sucesso". Eu senti a intensidade dos seus sentimentos enquanto ela me elogiava. Agradeci com um sorriso de orelha a orelha. Admirada. Surpresa por essa reação. Nunca imaginei, juro. Fiquei feliz. Realmente muito feliz.
Acabou os mimos e de repente, eu escuto minha barriga roncar. Só assim para lembrar que eu precisava comer. Juntei minha mami e migs maravilhosas e fomos comer. Alimentada e feliz. Radiante. A minha noite foi mesmo deslumbrante. 
Se eu pudesse definir aquele sarau em uma só palavra, eu definiria: P - E - R - F - E - I - T - O!
Agora são apenas 9h00min da manhã de um sábado.  Eu não sinto minhas pernas de tanta dor, mas escrevo com o sentimento mais nobre: Valeu apena, cada detalhezinho. Aqui estou, tomando meu leite com toddy e escrevendo mais um capítulo.Vejo vocês, até a próxima.
Anna Carolina Moratto.

E DE REPENTE, TERCEIRÃO!


Sonhamos! Ah, como sonhamos. Um desejo enorme de estar lá, no famoso: TERCEIRÃO. E de repente, olha ele aí. Passou tão rápido. Você viu? Eu nem tive tempo de reparar. Justo na hora que estava começando a ficar divertido...
Ah! Embora tenhamos passado anos repetindo a mesma ladainha de “eu odeio escola, não quero mais estudar”, se duvidar, vamos sentir saudade até da nossa rotina de acordar cedo, tomar banho, ir pra escola e achar tudo chato, professores, aulas tediosas e vamos sentir falta de tudo isso, de certa forma, era bom.
Agora o mundo se apresenta e sinto em dizer, não vai ser nada fácil. Agora somos quase, quase adultos. E como toda gente grande, vamos ter que nos virar sozinhos. Enfrentar o mundo. Acabou. Acabou de começar um novo ciclo. Uma nova luta. Todos têm o livre arbítrio de escolher se irá viver no marasmo, ou não.  A brincadeira ficou séria, mais não deixará de ser prazerosa.
O diretor já deu o sinal. Em três, dois, um... AÇÃO!  O espetáculo é a nossa vida, o cenário é o mundo, o papel principal está em nossas mãos. Cabe a nós transformar nossa história em um filme, digno de Oscar. E para encerrar com chave de ouro: O cinema, nada mais é do que nós mesmos.
Anna Carolina Moratto.

14.11.11

November Rain!


A chuva começou na madrugada, mas meu sono semi-pesado estava mais pra pesado do que pra semi. Escutei – a caindo, de longe.  Cobri-me mais um pouco enfiando o rosto no meio dos travesseiros sentindo a quentura do meu corpo junto ao lençol. Dormir é bom. Eu dormiria trilhões de anos, mas quando eu lembro que sonharei com ele infinitos trilhões, eu fico com as oito horas diárias mesmo.

Quatro horas e dezessete minutos, foi o horário que estava no meu celular na hora em que levantei com sede, bêbada ainda. Cambaleei até a cozinha, peguei a minha água. A casa estava escura, todos dormindo. Chuva. Ah ta, o dia amanheceu chuvoso. Voltei a dormir. Sonhei. Sonho mais ridículo, credo. Faço nem questão de contar, porque foi, foi, foi ridículo, É.

Bom dia filha, já? Ainda é cedo. Olho o relógio da cozinha: 09h23min. Já, perdi o sono. Novidade. Bom dia mami. Bom dia papi. Bom dia pequena. Bom dia bebê. São Pedro está bravo hoje. Eu nunca vi uma chuva como essa, um dia como este. Abro a porta: Oi chuva! CAAAAAAAAAAAAROLINA sai da chuva menina. Não estou na chuva, só vim ver se ela está gelada geladinha. Eu e minhas manias bobas. Tomo um banho, daqueles de queimar a pele. Quente, pegando fogo. Depois visto pijama, coloco minhas meias de cachorrinho cor de rosa shock,  escovo os dentes, olho-me no espelho e sorrio: Linda você, hm. Vou atrás do meu iougurte de açai. Hoje eu não quis café da manhã, eu só quis o meu iourgute de açai. Manhêêêêêê, cadê o iourgute de açaí? Aé, tinha escondido. Agora dei pra esquecer tudo que  faço, mais que coisa. Deixa, isso não importa. 
Chuá-chuá, chuá-chuá, chuá-chuá, chuá-chuá, chuá-chuá...Vai ser o dia todo assim, esse barulhinho gostoso que a chuva faz quando bate no telhado. Tempo gélido. O mundo cai lá fora, alagando tudo. Será que Deus resolveu chorar as dores do mundo inteiro em um só dia? Ninguém sabe. O que eu sei é que Alx diz que fria é a chuva de novembro. Que fria que nada! Sinto-me tãããão quente e não é febre não, crianças. É felicidade.  Sinto-me tãããããããão felizzzzzzzzzzzzzz.
Pouco importa a vida lá fora. Hoje eu tenho o dia inteiro para achar gostosas coisas bobas como deitar no sofá com as minhas meias de cachorrinhos cor de  rosa shock, comer uma lata de pringles sozinha e assistir comédia romântica enquanto a chuva fica fazendo chuá-chuá, chuá-chuá... o dia inteiro. Eu só queria mesmo era falar da chuva de novembro.
                                                           Anna Carolina Cardoso Moratto.

10.11.11

Louca, Louca, Louca.

 
Eu sou esta estranheza que ele conheceu. Firme e forte por fora, fraquíssima e molenga por dentro. Entrei no jogo sem ler as regras e estava me sentindo foda se não fosse a vida sair correndo com a bandeira “Vai se fuder legal". Beleza, eu poderia ter ido dormir sem essa. 
Eu me arrisquei assinando todas as condições possíveis de quebrar a cara. Despejei meu orgulho no ralo do banheiro, falei dos meus sentimentos. Caralho, eu falei dos meus sentimentos. Eu não falo dos meus sentimentos, não assim, diretamente como falei com ele. Falei, me declarei e ainda quis saber de reciprocidade. Porra de reciprocidade que sempre me ferra por inteira. Deu merda. Idiota. Burra. Burra. Burra. Idiota. Nunca abro a casa do meu coração, quando abro, escancaro as portas, janelas e o que tiver que escancarar. Ele dizia que era sincero comigo e que não tinha medo de falar dos seus sentimentos, só quis corresponde-lo. Ele dizia que era carente de carinho, só quis dar a ele todo o carinho do mundo.  Exagerei, em tudo. Acreditei nele, mas aonde ele enfiou o amor? Ele dizia que me amava. Amar assim que da noite pro dia definha? Que porra de amor é esse? Amor, amor, amor, amor não é conto breve. É romance. Que lastimável. 
Eu sei que não faço muito o tipo dos homens. Sou maluca, maluca de tudo. Gênio ferino. Personalidade ofegante. Mimada por natureza. Egocêntrica e egoísta. Cansativa. Chata de galocha. Sendo assim, só aguenta quem ama. Ama pra valer. Se não, pede arrego, como ele fez. Cadê o amor dele, hein?  O que eu faço com o meu ? Eu forço o choro na frente do espelho, porque eu quero chorar. Estou cheia dele, minha alma está cheia dele e estar cheia dele, pesa demais. É chato demais. Eu só queria chorar pra aliviar a agônia. As náuseas vão diminuindo conforme eu vomito-o em palavras, mas o que eu queria mesmo é chorar. Honestamente, ainda bem que ele não me conheceu de verdade. Ele acabaria apaixonando-se incontrolavelmente ou então, eu faria  sentir - se como se estivesse em um hospício. Deixaria - o ainda mais louco, muito mais do que já é. Sou este caos ambulante, que passa na vida alheia como um furacão. Canto desafinado, tenho uma gargalhada horrenda, rebolo mais que a bunda e devoro qualquer um com os olhos. Intensa. Exagerada. Dramática. Impulsiva. Romântica demais. Ingênua demais.
Levar dois pés na bunda do seu primeiro namorado não é nenhum pouco agradável mas eu gosto que ocorram sacanagens comigo porque depois fico pensando em 899 maneiras de narrar os fatos. Textos fofinhos são os que eu menos gosto, escrevo, mas gosto mesmo é dos textos polêmicos, como este. Estes sim, eu escrevo com gosto. Com vontade. Sentindo o vulcão entrar em erupção. Eu tenho um vulcão, eu sou um vulcão. Sabiam disto? Pois é, não sou marasmo. Vivo atiçando fogo e depois, acabo toda queimada. Sou assim, prefiro assim. Depois eu tenho o que escrever, com emoção e com a porra do meu sentimentalismo de merda. Gosto de fazer meus leitores sentirem a adrenalina percorrer pelo corpo enquanto lêem minha alma. Minha alma idiota.
 Todos falaram para eu não escrever uma vírgula sequer sobre ele. Ele não merece. Realmente, o que eu sinto por ele, ele não merece. Nenhum bocadinho, mas um texto meu, ele merece. É digno, como todos os outros infelizes que passaram pela minha vida, mereceram. E daí que ele vai se sentir? E daí que ele vai copiar o link do meu blog e mandar para os amiguinhos dele? E daí que ele vai dar um soco na mesa e me chamar de vadia? E daí que ele vai me difamar depois disto? E daí que eu estarei massageando o ego safado dele? E daí? E daí? Eu não ligo. Mando pra puta que o pariu. Foda-se. Ele tem sorte de uma mulher como eu ter se apaixonado por  um homem como ele. Eu prefiro ser a louca que os homens preferem mandar pastar com as outras vaquinhas ao invés de ser  a mulher superficial, que não incorpora sua própria personagem. Não ser verdadeira é muito pior do que levar um pé na bunda. Um não, dois.
Anna Carolina Cardoso Moratto.