13.2.11

Uma saudade.


"Porque você se foi assim? " 

Em silêncio, eu suplicava para que não me deixasse e logo você, que sempre pediu para eu nunca te abandonar, partiu sem nenhuma explicação. Quebrou o contrato de  viver  na minha vida e, não pagou a multa. Me deu o prejuízo de sentir a sua falta e de implorar pra que você um dia, volte ou não.  Eu passei meses desejando você aqui, e o abismo que você criou dentro do meu peito, só Deus sabe. Dia após dia, eu me reerguia, com as lágrimas escassas, buscando qualquer tipo de coisa válida, só para suprir a falta que você me fazia. Pudera eu ter aquele alguém pelo qual eu conheci um dia. Ah! como você mudou, mudou tanto que não sei nem se o seu nome faz jus ao que você se tornou. E quem diria que eu e você já fomos corpo e alma, que já escrevemos uma quase história de amor e que hoje... - como me dói o hoje - não somos nada mais do que meros conhecidos.  Eu não sei se te perdi, ou se foi você que me perdeu, ou nos perdemos (?) As lembranças que tenho me faz tanto sorrir, quanto agonizar. Eu te fiz o meu tudo, e te amei como jamais consegui amar alguém, mesmo sem você saber. Entre o meu sentimento e a nossa amizade, eu não pensei duas vezes em escolher a nossa amizade. Até quando o amor fora arrancado pela raiz, eu continuei te amando, mas passei a amar como amiga. Nosso laço sempre foi muito forte, e porque razão haveria de arrebentar? Uma ironia essa vida, não? E eu que achei que te teria pra sempre em minha vida, fui obrigada a aprender que esse tal de " pra sempre " equivale a muito tempo e uma raridade é se chegar lá. Eu defino você em uma só palavra, S A U D A D E.  O seu abandono me fez crescer de forma precoce, também, sempre tão ingênua. Me apeguei tanto que quando desgrudou, era como se tivessem arrancando metade do meu ser. Senti tanto a sua falta, mais tanto! Lembrar das suas palavras, me cortava mais ainda. Como tudo isso já me judiou um dia. Já chorei demais por você que os meus sorrisos nos dias atuais, compensa toda a dor causada. E com o mudar das estações, meu coração aprendeu a se adaptar e a viver sem você. Talvez, um dia eu ainda clame pela sua volta, mas agora não. Me desculpe dizer, mas  o regaço foi tão grande que eu ainda sinto 99, 9 % do meu coração petrificado, o 1% restante representa a esperança de um dia, senti-lo bater por amor novamente. 

"Que eu te amei mais do que você jamais vai saber e uma parte de mim morreu quando eu deixei você ir."
OBS: É com muito custo que eu escrevo tudo isso, mas quando o coração enfraquece . . . não tem nada a se fazer que não seja, escrever.
 

8.2.11

Eu não moro na sua vida.

Uma boa noite de sono, um banho quente pela manhã. O dia de hoje tinha quase tudo para ser considerável. Assim que entrei na escola, alguém me parou e disse que precisava me dizer algo, tudo bem. Ouvi atentamente, agradeci e segui rumo a sala. Se a sua intenção era fazer suas palavras chegarem até mim, o meu aplauso, já foram entregues ao destinatário. Só me pergunto qual a razão, porque eu a desconheço. É desnecessário, embora me deixou perplexa, confusa, intrigada. Caso seu plano seja chamar a minha atenção, esquece. Eu não sou orgulhosa, eu só não corro atrás e quem sabe não seja essa caracteristica que faça eu deixar tudo na minha vida, passar, simplesmente. - isso não vem ao caso agora -  Chicoteou a minha mente de uma forma tamanha que até tentei dormir um bocadinho para amenizar os pensares, mas acabei sonhando. Que sina a minha. A questão é que eu não moro na sua vida, e nada do que você faz, me interessa. O meu único desejo é que você esteja bem, nada mais. Em pensamento, te beijo no rosto e  peço: não faça isso novamente!

4.2.11

É a vez do meu coração.

Me sinto como uma caixa, onde um dos lados está escrito " Deposite aqui a sua dor". Escuto quase tudo atentamente, mas nunca deixo de escutar. Fecho meus lábios e faço o possivel para ser util para alguma coisa. Não estou me queixando, ou algo do genero. Não é nada disso, por favor, me entendam! O lance é que quando sinto o desejo de desabafar, há um interrompimento e em seguida, o meu bloqueio. Eu não sei traduzir os meus sentimentos, a língua usada ainda é desconhecida e por falta de sorte, não providenciaram um tradutor. Eu sinto, mas não quero sentir. Me recuso assumir. Desafio no sorriso, e recuo no olhar.  Só grito mesmo para tirar a pressão da panela que está dentro de mim, é a forma mais convencional, eu acho. Tem dias que eu desejo roubar alguém, só para ouvir como a badalada do  meu coração é extremamente desordenada. Convido a felicidade, faço a festa no silêncio, e quem dança é o barulho. Sou forte tanto quanto fraca, para não desequilibrar a balança. Preencho as linhas com rabiscos, ao invés de letras. Fujo da dor, mas trombo com a solidão. Só preciso dialogar, nada demais. O problema mesmo é que é muito raro eu sentir a vontade de  vomitar palavras e pensando bem,  um abraço forte e apertado para aquecer a alma, quita o débito.