31.12.11

Dois mil e onze ...

Enquanto todas as pessoas faziam mil e uma promessas e planos para o novo ano que estava pra chegar, eu simplesmente não fiz nada. Nenhuma promessa, nenhum plano, nenhuma expectativa. Assim que o relógio bateu exatamente meia – noite, eu sabia que tinha começado o ano com o pé direito, muito mais que isso, sabia que dois mil e onze, seria o meu ano. E começou bem, começou muito bem!  Os meses passando e eu só deixando tudo rolar. Pela primeira vez eu estava deixando as coisas acontecerem na minha vida e isso estava surtindo um efeito mágico.
Os meses foram passando e cada vez mais fui entendendo o sentido da coisa. Pegando o jeito, sabe? Deixei a vida me levar, como diz Zeca pagodinho. Aprendi a me amar, antes de qualquer coisa, aprendi a me amar. Cá entre nós, esse aprendizado foi à alma do negócio. Deixei de esperar das pessoas e falando sério, esse foi o ano que eu menos me decepcionei. Juro. Talvez seja porque eu liguei o foda-se em alta velocidade. 
Sinceramente, agora aqui. Olhando pra trás... eu não tenho o que reclamar ao ponto de dizer: “ Podia ter sido melhor”. Não. Foi ótimo e pra mim está de bom tamanho. Eu aprendi bastante e fui muito feliz. Estou sendo muito feliz. E no último dia do ano, eu escrevo com um sorriso enorme porque dois mil e onze foi incrível. Apaixonante. Emocionante. Mágico. Idiota. Delicioso.
Eu não preciso escrever muito para definir dois mil e onze. Coisas maravilhosas, momentos maravilhosos e pessoas maravilhosas não se definem num turbilhão de palavra. O que é maravilhoso simplesmente, não se descreve, se sente. Isso é o que eu sinto, sem muito o que declarar.
Só mais uma coisa: Gratidão. Eu sou eternamente grata. Começando por DEUS, que me proporcionou um ano incrível. Depois pulamos para família, amigos e namorado. Depois os leitores, porque se não fosse vocês, razão nenhuma eu teria para manter esse lugar. Sou grata a todos vocês, por tudo. Muitíssimo obrigada. Um beijo, jujuba.
Anna Carolina Morato.

Dois mil e onze em pictures.
















29.12.11

Desconexo.


Essa história de sentir e não escrever só me fode. Eu não escrevi antes não por falta de não ter o que escrever, mas por falta de vontade mesmo. Eu tenho que parar com essa mania de ficar remoendo um texto mentalmente durante dias, semanas, meses. Agora tudo que escrevo parece desconexo porque na verdade eu não tenho um assunto específico. Já viram que vem merda por aí!

Às vezes eu só quero ficar quietinha no meu canto e quando eu faço silêncio, eu observo mais o mundo a minha volta.  Bah! Quanta idiotice. Enquanto o meu silêncio me esfola viva, eu acho metade do mundo babaca porque a outra metade é idiota. E nessa coisa de ficar puta por qualquer coisa, eu quero mandar todo mundo pra puta que o pariu. É fim de ano, pequena. Se acalme. Mas eu não estou nenhum pouco a fim de agradar não. Se eu puder ficar um dia inteirinho emburrada querendo um chamego, um cheiro... Eu fico gente, eu fico. 

Lembram quando eu disse “a hora que eu chorar vai ser o choro mais deprimente do mundo”? Foi. Eu chorei a dor do mundo inteiro em dois mil e onze. Já que as minhas dores são poucas, pouquíssimas, quase nada. Chorei pelos outros. Foi o choro mais deprimente, mais triste, mais solitário. Eu destruí o dia de todos a minha volta, mas melhorei.

Era o mínimo que eu poderia fazer, melhorar. Porém, piorei novamente. Se naquele dia eu senti vontade de chorar, o que eu sinto hoje é vontade de sumir. Tudo é tão cansativo, você sabe. Além do mais, eu odeio gente que some da minha vida e depois aparece querendo ter todos os direitos reservados. Por favor, me poupe. Não quero fadiga. Mais? Não, obrigada. O único direito que você tem aqui agora é o de ir pra puta que pariu. SÓ! Eu não faço questão. Eu tô mesmo é cansada dessa gentinha meia-boca!

 Hoje eu quis tomar um copo de suco de limão bem gelado pra ver se eu  desintoxico, mas esqueci que além de desintoxicante, ele é cítrico. Agora estou aqui, mal-humorada e com o estômago queimando mais que um asfalto quente em dia de calor 40º graus. Pra ajudar, o sinal vermelho abriu. É aceitável o fato de ter comido três bombons derretidos na noite anterior. Eu odeio bombons derretidos, mas a minha sangria por chocolate nessa época do mês é incontrolável e extremamente desesperadora.

Agora eu faço o quê?  Fico aqui me perguntando enquanto devoro dois sonhos de valsa e um pacotinho de confeti e não vale me chamar de gorda. Isso não é ser gorda, isso é querer descontar toda a raiva contida. Enquanto eu perco meu tempo achando metade do mundo babaca e a outra metade idiota, as duas metades me acham uma babaca-idiota. É! 
Anna Carolina Morato.

26.12.11

Ela é ele. Ele é ela.


Eles precisaram se perder. Ela precisou crescer. Ele precisou sentir sua falta. Sofreram. Cada um a sua maneira, mas sofreram. Ela descontando em festas, roupas sensuais e amigas. Ele descontando em amigos e bebida. A saudade é claro, aumentava cada dia mais. Desde o fato ocorrido, nunca mais se viram. Um mês se passou e se estavam competindo para provar quem era mais orgulhoso, ela venceu. Ele ligou, ela atendeu. Conversaram alguns instantes. Ela ainda o odiava, mas ainda o amava.  Alguns dias passaram, ele ligou novamente e ela não atendeu, ele mandou mensagem e ela não respondeu. Naquele dia, ela não queria ouvir a voz dele, não queria saber dele, não queria nada. Nada que fosse a respeito dele. Tudo que ela queria era matá-lo, matá-lo dentro de si. 

Um dia depois, eles se encontraram. Ai meu Deus, eles se encontraram. Exatamente no dia em que estariam fazendo dois meses, se ainda estivessem juntos. Ela o viu chegar e seu mundo não desmoronou, permaneceu firme. O ódio percorreu as entranhas dos seus órgãos. Orgulho ferido duplicado, triplicado.  Ela não deu a mínima para as circunstâncias. Curtiu a festa inteirinha e ele também, mas ela sentiu que ele não parava de olhar. Talvez estava começando a perceber que tinha perdido uma mulher e tanto.

Ela sabia que ele ligaria no outro dia e acreditem, ele ligou. Conversaram durante uma hora, como antes. Falaram sobre tudo. Ele até falou sobre os seus sentimentos e disse a ela que sentia a sua falta. Ela surpreendeu-se, mas a verdade é que tudo o que ele disse, era tudo o que ela precisava saber. E soube. Porém, ela ainda estava machucada. Tornou – se fria. Antes de tomar alguma decisão, ela precisava falar sobre os seus sentimentos também. Fudeu! Falar sobre os seus sentimentos é a coisa mais difícil, sempre tão acostumada a só escrever sobre. Mas com ele, ah! Com ele ela se sente segura. Rasgou o verbo e ele, surpreendeu – se. Agora sim, ela poderia tomar uma decisão e a sua escolha foi dar uma chance para eles.

Ela deixou-o ir porque sabia que se voltasse, era seu. Ele voltou e por não obter força alguma para matá-lo, sua saída foi se render. A verdade é que ela nunca encontrou alguém tão incrível como ele. Ele nunca encontrou alguém tão incrível como ela. Ela é ele. Ele é ela. Eles se entendem, e se gostam, e se divertem, e se amam todos os dias.  E sabe de uma coisa? Foi Deus quem abençoou. 

Anna Carolina Morato.

9.12.11

UH É TERCEIRÃO! ♥


Como é que se fala sobre um fim? Com que palavras, de qual maneira? Eu estava aqui me perguntando antes de começar a escrever este texto. A resposta é simples. Não é necessária uma maneira de falar. O fim se define por si só.  Eu sabia que esse dia chegaria, o dia em que eu iria dizer: “ Adeus Terceirão!"  O que eu não esperava mesmo é que seria tão rápido. Ainda não caiu a ficha, isso é fato, mas meus olhos formigam só de escrever tudo isso aqui.
Um filme passa em minha mente. Eu sei que eu sou a única a pensar: “ E agora? O que eu faço da vida?” Pelo menos na escola, a gente tinha a segurança que ainda vinha mais um ano pela frente. Mas e quando chegamos ao último ano? Hora de crescer, criançada!
Hoje foi o último dia, literalmente. Agora eu fico aqui pensando, o que vai ser de mim sem aquela turma do fundão? Sem ter o Michel só para eu ficar dizendo: “Oi miiiiiiih”. Sem ter o Pedro atrás de mim falando: “ Mais pro lado, põe a prova  mais pro canto. Aê, isso”. Sem ter o Fernando falando: “Mô isso, Mô aquilo.” Mô. Mô. Mô. O tempo inteiro. Sem ter a Tainara na segunda feira pra contar tudo o que aconteceu no final de semana. Sem ter o Paulinho para eu ficar fazendo massagem nas duas últimas aulas de sexta feira. Sem ter a Isabella, a Tica e a Gabriela. O trio parada dura pra ficar falando: “Anninha, para de tititi.” Ser ter o grupinho da frente pra dialogar. Sem ter o grupinho dos excluídos. Eles eram excluídos, mas eu gosto deles. Gosto de todo mundo ali.
O que vai ser de mim sem os recreios? Sem o Humberto e a Jéssica pra ficar conversando sobre casos e acasos. Sem a bigg para eu contar os bafos alheios. Sem o Robinho e o Alors pra ficar armando as festas. Sem o ex-atual-futuro cunhado Zé Paulo pra ficar me chamando de Oriental. Sem o colo da Jéssica quando eu tô afim de deitar nos murinhos em volta da quadra. Sem a Hellen pra abraçar. 
O que vai ser de mim sem aqueles professores? Sem a Cida Língua Portuguesa Ferreira pra ficar falando em todas as aulas: “ Perdemos 20 minutos”. Sem a historiadora Márcia pra arregalar seus olhos e dizer: "É ZERO!". Sem a geografa Vanessa Morena Doce Valentim para assistir Capitão América. Sem a matemática Juliana falando devagarinho. Sem o filósofo e sociólogo José Otávio pra dizer: “ Garota, guarda esse celular”. Sem a  Vitória Literatura Xavier pra falar: "Xuxega, ao invés de sossega". Sem a Luciana pra tentar nos mostrar que arte é cultura. Sem a Sandra pra nos fazer entender Biologia como ninguém. Sem a Priscila pra nos ferrar gostoso em Física. Sem a Teacher Elaine pra dar negativo quando esquecemos a apostila. Sem o biólogo Danilo que é fera em Química. Sem o futsal feminino do Pardal. Sem a Bruna da Sala de informática. Sem a coordenadora Eunice pra ir comer nosso rabo quando fazemos coisas erradas. Sem a diretora Sônia pra dizer que o nosso sarau foi o melhor de todas as edições. Sem a farofa da tia do lanche. Aí meu Deus! Sem essa equipe maravilhosa que nos acompanhou esse ano. 
O que vai ser de mim? A resposta para esta pergunta, também é simples. Eu não vou ser, eu sou com tudo que aprendi com essas pessoas maravilhosas que passaram pela minha vida. Cada um deixou um pedacinho comigo, até mesmo os nomes que não foram citados. Honestamente, esse ano foi mágico. O que vai ficar  no meu peito é uma saudade. Um enorme saudade. Valeu cada briga, cada brincadeira, cada sermão, cada cola, cada trabalho, cada gargalhada, cada churrasco... Valeu TERCEIRÃO! Eu encerro por aqui porque preciso lavar meu rosto agora. Obrigada crianças, de coração.
Anna Carolina Morato.

6.12.11

Tinha que ser a Anna Banana.


Quando pequena, a frase que mais predominava era: “Carolina, Sossega. Comporte-se.” Até aí tudo bem, eu era mesmo muito danada. Hiperativa. Dizem que os pais conhecem os filhos que tem, não é? Pois bem, Mami diz: “ Eita carolina, deixa de ser desastrada. Você parece uma vaca louca”. Papi diz: “Carolina, você veio por encomenda. Não é possível.”  Sabem o que eu descobri dias atrás? Que a Mami tomava cerveja moderadamente na gravidez, enquanto me amamentava também e Papi ainda teve a audácia de dizer que meu sangue é alcoolizado. Será que isso explica o fato das minhas amigas sempre me perguntarem se eu injetei álcool no sangue? Olha o grau da loucura!
Brincadeiras a parte.  Eu sempre me caracterizei como uma tímida- extrovertida. Quando eu conheço alguém, eu sou quietinha. Mas depois que eu passo a conhecer, eu sou agitadinha. Maldita intimidade. A verdade é que eu sou porra louca mesmo, quem conhece é que sabe.  Estão vendo aquelas menininhas bonitinhas ali? Eu acho lindo. Acho lindo menininhas bonitinhas. Que comem bonitinho, que cantam bonitinho, que dançam bonitinho, que sentam bonitinho, que falam bonitinho, que cagam bonitinho. Eu não sou assim, é uma pena. Também nunca quis ser assim, o que também é uma pena. Algumas menininhas bonitinhas são tão bonitinhas que chegam as ser sonsas e ser sonsa pra mim está completamente fora de cogitação.
Eu pareço uma pata choca mesmo e não to nem ligando. Até tento ser comportada, mas ser comportada o tempo inteiro é chato demais. Então eu paro com essa coisa chata e fico toda faceira, que é mais a minha cara mesmo e  só não sou mais educada porque de todas as minhas amigas, eu sou a que mais fala palavrão. Isso é feio, eu sei. Não precisa me repreender. Eu acho horrível menina que fala palavrão, mas eu falo. 
Uma coisa é certa: Eu sou mulher xucra. Mas meu charme consiste nessa mistura. Mulher Xucra X Mulher Moderninha. Isso é a minha magia. Quanto mais um homem acredita que me conquistou, mais ele está longe de me conquistar. Vai por mim. Eu tenho a manha de fazer os homens acharem que eu estou comendo nas mãos deles, coitados. Ao mesmo tempo que faço um homem sentir-se o cara mais foda do mundo, eu o faço sentir -se o cara mais babaca do mundo.Eu falo, eu sou indomável e ninguém acredita. Mas o que eu queria mesmo era ser domada. Cadê ele Deus? O cara que vai conseguir me domar. O cara que vai amansar a fera que sou. Cadê? D-e-e-e-e-e-e-us! Eu tô falando com v-o-c-ê-ê-ê-ê! Eu só queria ser domada ... pronto, passou. 
Eu sou um poço de defeitos. A menina mais problemática, mais idiota, mais descompensada, mais cínica  que eu conheço. Eu sou intensa mesmo, me fodo mesmo. Coloco sentimento onde não tem mesmo. Eu sou o pior tipo de mulher do mundo mas apesar de tudo, eu me amo. Deus do céu, como eu me amo. Embora eu tenha saído da fábrica cheia de defeitos, só tem uma coisa em mim que veio perfeito: O meu coração. Eu posso ser tudo  e mais um pouco, mas dentro do meu coração cabe Netuno, Urânio, Plutão, Marte, Júpiter e todas as constelações.  Eu sou puro amor. Aqui nesse meu peito surrado, sempre cabe mais um. É só adquirir o passaporte pra entrar na minha vida. Simples e intenso. 
Anna Carolina  Morato.

3.12.11

Inchaço.



Eu começo o ano já pensando em dezembro, toda vez.  Os meses vão passando e dezembro vai  ficando cada vez mais perto. Chega novembro e eu surto. No mês onze sobre cai sobre mim tudo o que aconteceu no ano. TUDO MESMO!  Sinto-me tão pesada, tão fadigada. Fico revoltada, meu humor oscila. Xingo o universo inteirinho. É uma tortura, porém, não posso ser tão ingrata, tive dias bons, bons não, ótimos. Mas mesmo assim, não gosto dele. Do mês de novembro.

Juro, eu estava ansiosa pra dizer: Vejo você ano que vem novembro, tchau. Agora sim, Oi dezembro. Ah! Dezembro. Dezembro. Dezembro. Como eu te esperava. Me dá até uma coisa boa assim, sabe? Nossa Senhora. Mas apesar de sentir essa tal " coisa boa", eu ainda me sinto cheia. Cheia de mim, cheia das pessoas, cheia de tudo. Sabe quando o que você mais quer é conseguir chorar? Sério, eu preciso muito chorar. Chorar feito bebê, durante horas. Não importa. Só quero chorar.

Eu não sou feita de titânio. Aliás, entre ser de titânio e ser humana, eu escolho ser humana e isto é extremamente nobre. Quantas vezes eu já ouvi: " Você é  um exemplo pra mim." Cá entre nós, eu nunca pedi pra ser exemplo de ninguém. Olhem só pra mim, cheia de defeitos. Devaneios. Uma louca fugida do hospício. "Você é tão certinha". Só deixa eu lembrar, pessoas certinhas também erram e não importa quantas vezes eu pense e repense antes de tomar decisões, eu sempre vou errar em alguma coisa. Essa é a consequência de ser humano, aceitar o erro e ainda assim, ser feliz por isso. 

Na verdade, eu sou um eterno paradoxo. Escolho ser humana, mas me faço de titânio a todo instante. Como se nada me atingisse de fato, como se curar uma ferida fosse a mesma coisa que amarrar o cardaço de um tênis pela primeira vez. Vou surrando tudo aqui dentro, lutando contra qualquer coisa que me faça sentir meio mal. Eu debocho descaradamente da tristeza pra que ela se sinta incomodada e não faça da minha vida, a sua morada. É meio esquisito, mas eu dou risada da minha própria desgraça. Que pessoa mais insana que sou. Rir da própria desgraça? Pois é, eu rio e ainda convido gente pra rir junto comigo porque é triste, mas mesmo sendo triste, dá pra se tirar um proveito. Uma piadinha. 

Talvez o que cause o sentimento de exemplo e admiração nas pessoas seja isso. Seja este meu jeito sutil de adocicar o amargo. Este meu otimismo de que tudo vai ficar bem. Esta minha facilidade inédita  em tacar o foda-se e continuar doando sorrisos faceiros por aí. O meu cinismo. Minha indiferença. Você faz questão? Que pena, eu não! Acreditem, não é fácil ser eu. Eu nem sei o que eu faço comigo mais.  É tudo meio delicado, você sabe.

Quando eu não sorrio, as pessoas a minha volta ficam perplexas. Quando eu não falo demais, desconhecem. “Essa não é a Anna que eu conheço.” A verdade é que ninguém suporta a ideia de me ver triste porque sem perceber, eu  exalo alegria só de falar um Oi  com esse meu sotaque caipira, meio amineirado, arrastado. De fato, a minha alegria carrega o mundo e quando eu estou triste, o mundo desaba. A hora que eu chorar, vai ser o choro mais deprimente desse mundo. . .


Anna Carolina Morato.