1.2.12

Uma dose de amor-próprio misturada com um foda-se você sociedade.


Hoje eu tô bem! Acordei até com vontade de escrever um livro. É a primeira vez que acordo com uma vontade assim mas ainda é cedo e deixa o livro pra depois, hoje eu quero falar sobre outra coisa. Aquele tal do amor - próprio que a mulherada vive perdendo por aí. Alô, chega mais que todo dia é de se amar.

Esse mundo que vivemos todo mundo julga todo mundo, todo mundo critica todo mundo, todo mundo odeia todo mundo e todo mundo se importa com todo mundo. Fala sério. Eu sempre fui rotulada como metida, patricinha, filhinha de papai, nojenta, falsa, mas depois que as pessoas passam a me conhecer, o rótulo vai meio que diminuindo. "Nossa, eu te achava metida. Te achava isso, te achava aquilo"  É, eu sei. É o que todo mundo acha. Eu já me importei muito com a minha primeira impressão, mas agora tô menos neurótica quanto a isso. Já fui muito insegura ao meu respeito e não me amei por muito tempo também. Agora que eu mudei, quero mudar todo mundo. Agora que eu aprendi a me amar, quero que todo mundo aprenda também. Agora que eu não me importo, quero que todo mundo não se importe também. Eu sei que meu querer foge da realidade, mas o que vale é a intenção. Pelo menos eu acho que ajudo muita gente com esses meus textos. Até eu me ajudo. Sempre tem aqueles dias que sua auto- estima está tão baixa que você não sente nem vontade de levantar da cama e fica parecendo zumbi o dia todo, não tem? Querem saber meu segredo pra aguentar as pontas? Eu entro aqui no jujuba e leio meus textos. Depois fico pensando: " Tá vendo sua troxa, é assim que você tem que fazer. Foi você mesma quem disse." O  dia se torna mais agradável. Precisamos procurar alguma injeção de animo anti-tetânica todos os dias para que  nos sintamos melhor porque minha filha, nessa vida o que mais tem é gente querendo nos matar enferrujadas.

Qual foi a última vez que você dançou uma música envolvente com o seu amor-próprio? Mulheres. Mulheres. Mulheres. Não deixem o seu amor na mão de outra pessoa. Eu entrei naquela fossa de dar gosto porque eu cai na armadilha de amar alguém mais que a mim, só isso. Engraçado é que meu lema é: "Primeiro eu, depois eles." Não soa irônico o que aconteceu comigo? Demais. Só que mulher é idiota com força e eu sou a chefona da idiotice. Tá chega. Acontece. Só que o amor-próprio é o único que eu tenho. Tomei de volta. É meu e ninguém tasca. Deixei respirar um pouco e olha o que aconteceu? Agora agarro com unhas e dentes. Continuo com meu lema e faço minhas amigas adotarem também. Colocar-se em primeiro lugar soa  um tanto egoísta pra vocês? Que seja! Sou egoísta mesmo. A parada é a seguinte: Quando você se ama e se aceita como é, tem uma vantagem a mais. Até os defeitos se tornam "amáveis". Faz parte do pacote.

Quando você se ama, não quer se contentar com migalhas. Não precisa implorar por elogios, se faz. As pessoas me taxam  de convencida, cheia de mim, mas vem cá, se eu não me achar uma filha da puta gostosa, quem vai achar? Aprende mulherada. Aprende. O que acontece é que as pessoas não sabem discernir amor-próprio, auto-estima elevada. Pra mim, gente que se ama não precisa se achar, já é. Entende? Gente que se acha são aquelas que não têm nem cu pra cagar ou que dorme em colchão de palha pra usar roupa da colcci. Isso sim, não tem nem onde cair morto e quer dar uma de gostoso ou gostosa. Ah! Me poupe.

Crianças, ter amor - próprio exige muito. É um ritual e mais que uma precisão, é uma necessidade. Você vai estar bem consigo mesma no dia em que alguém olhar pra você e dizer: " Noooooossa, como você tá linda" e você responder: " É, eu sei. Também acho." Isso não é "se achar" é ter amor-próprio. É provar que o elogio que vem de dentro é melhor que o de fora. Porque quem é dona do pedaço é você, entendeu? Se você não quer se mostrar tão cheia de si, responda em pensamento. Simples. Ninguém precisa saber, só você. A maioria das pessoas precisam de elogios e mimos pra se fortalecer, a tal da insegurança sabe? Só que ninguém mantém a auto-estima e amor-próprio de ninguém, isso inclui não esperar nada das pessoas. Eu tô falando da gente fazer as coisas pra nós mesmas, sem dar tanto lado para o que dizem ou o que pensam. Se você faz direito, falam. Se você faz malfeito, falam também. Então porque não fazer as coisas sua maneira? Sempre vai ter um idiota pra criticar mesmo! Tipo agora, certamente tem idiota lendo isso aqui e pensando: " Guria otária cara, ridícula.Se achando a Rainha da verdade, ui."

Não preciso me achar a Rainha da verdade não, até porque não sou. Tudo que transcrevo aqui é o que aprendi na marra, no suor do dia-a-dia com as bofetadas da vida no meio da cara e ainda assim, nem é tanta coisa, mas dá pro gasto. Depois que deixei de me importar com o que pensam ao meu respeito, eu mudei até o meu estilo de escrever. Parei de querer me expor com roupa de frio. Publicar um texto é mostrar quem você é em total nudez. Eu sempre quis ser misteriosa que deixa um suspense no ar do tipo: “Puts, o que ela quis dizer com isso?" Porém, poucas vezes consegui. Eu sou muito direta. Se eu não faço charme com o que eu quero, pra quê fazer charminho pra escrever? Aqui é direto e reto, sem mistérios. Pronto.  Eu quero mooooooooooorrer quando alguém diz: “Você não deveria publicar isso, é meio desnecessário." Rapaz, você não sabe do que tá falando e com quem tá falando. Vem sentir o que eu tô sentindo. Se vocês são bons o suficiente pra me criticar, sejam bons o suficiente pra experimentar ser eu. Vem cá, experimenta ser eu. Pega meus sentimentos e leva pra passear. Experimenta sentir o que eu sinto. Ah não quer? Não aguenta o tranco? Então vá a merda! Que gente pra me diminuir não me serve. Aproveita e  faz um favor pra humanidade: se olha no espelho. Quem tá sentindo sou eu, quem manda nessa porra aqui sou eu também. A vida que vive estampada na vitrine é  de quem mesmo? Então abaixa a bola vai. Um  foda-se você sociedade. ;) 

Anna Carolina Morato.

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