1.11.11

Pois então vai . . .

Vou abrir o jogo, mais uma vez. Aqui é o único lugar que quem narra é o meu coração e esta é a razão pela qual eu escrevo qualquer coisa, sem importar-me com o que vão pensar ou dizer. Sinto - me encurralada. É como se, como se... Eu estivesse em um labirinto. Corro, dou meia-volta mas nunca encontro a saída. Paro de correr, ouço barulhos.Crack! prac! prec! Ops, escutaram?  Ah meu Deus, NÃO! Coração é você? De novo? NÃÃÃÃÃÃÃO! No silêncio, escuto a voz do meu coração sussurrando: Sim querida, sou eu novamente. Fraco, todo massacrado. Suspiro. Calma, calma. Vamos sair dessa. Já passamos por coisas piores lembra? Pega sua bengala, vamos. Que situação dolorosa. Caraca,  dói. Eu nunca pensei que diria isso, maaaaaas... dói pra caralho.  Eu não sei dizer bem, mas agora eu entendo a sensação de um término de namoro. É sei lá, estranho. Péssimo. Não encontro adjetivos, só é péssimo. Sinceramente, pra mim, pior do que um término... É o consolo que você recebe. Então, por favor, não me abracem, não me liguem, não me perguntem as razões, não perguntem se estou bem, não me lembrem que eu estou sofrendo, não me olhem com pena. Eu não sou digna de pena. Só peço que me façam rir, contem piadas, eu adoraria. E sabe, eu poderia trancar-me no quarto e chorar feito uma condenada com uma barra de chocolate com castanhas de caju... Poderia, mas não vou. Não dou o luxo de cair de cama por ninguém e isto não significa que eu não esteja triste. Eu estou triste, milhões de vezes tristes. Só não estou morrendo. Sofro, sofro em silêncio, em pensamento. Sofro mais ainda por não aceitar sofrer. Vou-lhes confessar uma coisa: eu sou uma ordinária. Eu sinto tudo, a todo instante, mas não escuto, não aprendo.  Ignoro todo o meu sentir. Ninguém sabe, mas a sete dias atrás, eu sonhei e exatamente sete dias depois, aconteceu. No fundo, eu já sabia. Só estava esperando o Gran Finale. Pra quem disse que esse relacionamento não tinha futuro, satisfeitos?  Não sinto raiva de mim, nem de você, nem de ninguém. Aliás, se existe algum culpado, que seja o tempo. Talvez não era pra ser. Talvez não fosse amor. Talvez confundimos paixão com  amizade, amizade com paixão. Enfim, pela primeira vez, o clichê “podia ser diferente" não me tortura, porque foi diferente. Foi mágico. Não me arrependo, muito pelo contrário, sinto orgulho. Orgulho- me de mim mesma por ter quebrado o contrato com o medo e arriscado. Embora não tenha dado certo, tentei.  Agora vai, se é isso que você deseja, vai. Não vou pedir pra que fique, amor não se implora. Vai, vive a sua vida. Seja feliz! Quanto a mim, bem... Continuarei com a minha vida, daquele jeito. O meu jeito. Primeiro eu, depois o resto. Continuarei  me amando, me cuidando, me valorizando porque antes de qualquer sentimento especial por alguém, eu sou completamente apaixonada por mim mesma e isso já é o bastante. No final, tudo fica bem. Eu vou ficar bem. Hoje, amanhã, depois, daqui um mês, um ano... Que seja. Eu vou ficar bem. Nessa vida,  a única certeza é que tudo ficará bem.

Tudo bem se não deu certo, eu achei que nós chegamos tão perto .  .  .♫ 
Você vai lembrar de mim - Nenhum de Nós.

Anna Carolina Moratto.

Um comentário:

Juliana disse...

Texto maravilhos, concordo em gênero, número e classe! Porque podemos ser muitos mais felizes sozinhas, do que com uma companhia meia-boca!

Beijos.