29.12.11

Desconexo.


Essa história de sentir e não escrever só me fode. Eu não escrevi antes não por falta de não ter o que escrever, mas por falta de vontade mesmo. Eu tenho que parar com essa mania de ficar remoendo um texto mentalmente durante dias, semanas, meses. Agora tudo que escrevo parece desconexo porque na verdade eu não tenho um assunto específico. Já viram que vem merda por aí!

Às vezes eu só quero ficar quietinha no meu canto e quando eu faço silêncio, eu observo mais o mundo a minha volta.  Bah! Quanta idiotice. Enquanto o meu silêncio me esfola viva, eu acho metade do mundo babaca porque a outra metade é idiota. E nessa coisa de ficar puta por qualquer coisa, eu quero mandar todo mundo pra puta que o pariu. É fim de ano, pequena. Se acalme. Mas eu não estou nenhum pouco a fim de agradar não. Se eu puder ficar um dia inteirinho emburrada querendo um chamego, um cheiro... Eu fico gente, eu fico. 

Lembram quando eu disse “a hora que eu chorar vai ser o choro mais deprimente do mundo”? Foi. Eu chorei a dor do mundo inteiro em dois mil e onze. Já que as minhas dores são poucas, pouquíssimas, quase nada. Chorei pelos outros. Foi o choro mais deprimente, mais triste, mais solitário. Eu destruí o dia de todos a minha volta, mas melhorei.

Era o mínimo que eu poderia fazer, melhorar. Porém, piorei novamente. Se naquele dia eu senti vontade de chorar, o que eu sinto hoje é vontade de sumir. Tudo é tão cansativo, você sabe. Além do mais, eu odeio gente que some da minha vida e depois aparece querendo ter todos os direitos reservados. Por favor, me poupe. Não quero fadiga. Mais? Não, obrigada. O único direito que você tem aqui agora é o de ir pra puta que pariu. SÓ! Eu não faço questão. Eu tô mesmo é cansada dessa gentinha meia-boca!

 Hoje eu quis tomar um copo de suco de limão bem gelado pra ver se eu  desintoxico, mas esqueci que além de desintoxicante, ele é cítrico. Agora estou aqui, mal-humorada e com o estômago queimando mais que um asfalto quente em dia de calor 40º graus. Pra ajudar, o sinal vermelho abriu. É aceitável o fato de ter comido três bombons derretidos na noite anterior. Eu odeio bombons derretidos, mas a minha sangria por chocolate nessa época do mês é incontrolável e extremamente desesperadora.

Agora eu faço o quê?  Fico aqui me perguntando enquanto devoro dois sonhos de valsa e um pacotinho de confeti e não vale me chamar de gorda. Isso não é ser gorda, isso é querer descontar toda a raiva contida. Enquanto eu perco meu tempo achando metade do mundo babaca e a outra metade idiota, as duas metades me acham uma babaca-idiota. É! 
Anna Carolina Morato.

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