26.12.11

Ela é ele. Ele é ela.


Eles precisaram se perder. Ela precisou crescer. Ele precisou sentir sua falta. Sofreram. Cada um a sua maneira, mas sofreram. Ela descontando em festas, roupas sensuais e amigas. Ele descontando em amigos e bebida. A saudade é claro, aumentava cada dia mais. Desde o fato ocorrido, nunca mais se viram. Um mês se passou e se estavam competindo para provar quem era mais orgulhoso, ela venceu. Ele ligou, ela atendeu. Conversaram alguns instantes. Ela ainda o odiava, mas ainda o amava.  Alguns dias passaram, ele ligou novamente e ela não atendeu, ele mandou mensagem e ela não respondeu. Naquele dia, ela não queria ouvir a voz dele, não queria saber dele, não queria nada. Nada que fosse a respeito dele. Tudo que ela queria era matá-lo, matá-lo dentro de si. 

Um dia depois, eles se encontraram. Ai meu Deus, eles se encontraram. Exatamente no dia em que estariam fazendo dois meses, se ainda estivessem juntos. Ela o viu chegar e seu mundo não desmoronou, permaneceu firme. O ódio percorreu as entranhas dos seus órgãos. Orgulho ferido duplicado, triplicado.  Ela não deu a mínima para as circunstâncias. Curtiu a festa inteirinha e ele também, mas ela sentiu que ele não parava de olhar. Talvez estava começando a perceber que tinha perdido uma mulher e tanto.

Ela sabia que ele ligaria no outro dia e acreditem, ele ligou. Conversaram durante uma hora, como antes. Falaram sobre tudo. Ele até falou sobre os seus sentimentos e disse a ela que sentia a sua falta. Ela surpreendeu-se, mas a verdade é que tudo o que ele disse, era tudo o que ela precisava saber. E soube. Porém, ela ainda estava machucada. Tornou – se fria. Antes de tomar alguma decisão, ela precisava falar sobre os seus sentimentos também. Fudeu! Falar sobre os seus sentimentos é a coisa mais difícil, sempre tão acostumada a só escrever sobre. Mas com ele, ah! Com ele ela se sente segura. Rasgou o verbo e ele, surpreendeu – se. Agora sim, ela poderia tomar uma decisão e a sua escolha foi dar uma chance para eles.

Ela deixou-o ir porque sabia que se voltasse, era seu. Ele voltou e por não obter força alguma para matá-lo, sua saída foi se render. A verdade é que ela nunca encontrou alguém tão incrível como ele. Ele nunca encontrou alguém tão incrível como ela. Ela é ele. Ele é ela. Eles se entendem, e se gostam, e se divertem, e se amam todos os dias.  E sabe de uma coisa? Foi Deus quem abençoou. 

Anna Carolina Morato.

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