10.7.11

Escrevo, apenas.

Não escrevo por vaidade, por luxo ou soberba. Escrevo por desejo, por amor e satisfação.  Discorro a minha vida inteira em textos recheados com figuras de linguagem, mas não anseio por compreensão. Escrevo porque gosto, porque me salvo. Ignoro inúmeras vezes as palavras , porém não me canso, não canso porque preciso. O que meus lábios não diz, meu coração soletra. Soletra cuidadosamente. Aquele que lê minhas palavras, lê a minha alma. Essa sou eu, tudo isso é meu. Meus sentimentos, incluindo os mais sigilosos. Minha identidade. Nome e sobrenome. Minha história. E há quem se identifique com meus devaneios, que chora com a minha dor e que canta com a minha alegria; há quem me ame, e quem me odeie. E além de tudo, há quem me vê somente com os olhos e há quem me vê com o coração.

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