21.9.11

Invencivel não, independente.

Numa época não muito distante, a minha felicidade estava nas mãos alheias e eu a entregava de bandeja, como num banquete. Vai, desfrutem. Primeiro vocês, depois eu. Insuficiente. Dependente. O meu sorriso não era meu e a minha tristeza não era minha. Era dos alheios. E se eu não tinha o poder da minha felicidade, faziam o que bem entendiam e nem sempre isso me agradava. Sofri e chorei. Chorei e sofri. Feito prisioneira, condenada perpetua. Então a vida tratou de me dar um chacoalhada: " Acorda guria, vive sua vida que é a única que você tem. A vida dos outros é a vida dos outros. O problema dos outros é problema dos outros. O mundo é que se vire pra lá. Apenas viva!" Fiquei tonta, mas tomei iniciativa de mudar. Mudar tudo. Radicalizar. Arranquei a minha felicidade dos alheios. " Devolve que sou eu quem manda", dizia em pensamento. Honrei minha descedência mineira e sem ninguém saber ou sequer perceber, coloquei meus planos em prática.  Com receio, embora com uma força de vontade danada. Firmei os pés no chão. É assim que vai ser, e ponto. Custou, mas cheguei onde queria chegar e fui aplaudida por isso. Certamente, há quem se pergunte: " Como ela se tornou tão invencivel?" Invencivel não, independente. Auto- suficiente, sem acréscimos.  Minha paz interior eu recuperei e agora, estou evitando fadiga. Cansei! Cansei mesmo de me importar e tudo mais. Tô peneirando coisas e pessoas. O que me faz bem, fica. O que me maltrata, cai fora. Sem tolerância, porque não sou obrigada a carregar sapos na minha garganta.
Pronto, falei!
Anna Carolina Moratto.

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