18.1.13

Pessoas são como os alimentos.


Entendo. Entendo perfeitamente.  Não importa o quanto desejamos ficar na vida de alguém, às vezes precisamos ir embora. Dói ter que chegar a essa conclusão, mas dói mais ainda perceber que não somos tão  especiais como pensávamos. Porém, nem toda dor há de ser dor para todo o sempre. Uma hora  para de doer. Nossos corpos criam anticorpos para situações que antes nos deixava mergulhados em tristeza, não nos roubar mais nenhuma lágrima. A cada decepção que nos joga no chão, levantamos duas vezes mais fortes. Analisamos cada pessoa a nossa volta e quando percebemos que existem pessoas que realmente gosta de nós e que demonstra isso, deixamos de lado aquelas pessoas que só DIZ que gosta, que só DIZ que é amiga (o), que só DIZ que se importa, que só DIZ que sente saudade, que só DIZ. Só DIZ, mas não move um palha. 

Palavras... Palavras... Palavras. Palavras são essências para o funcionamento do nosso coração assim como as proteínas são essenciais para o funcionamento do nosso organismo, mas o que alimenta são as atitudes, assim como o que dá energia para o nosso corpo são os carboidratos. É a mesma coisa que um namorado que diz "Eu te amo", mas trai a namorada. É a mesma coisa que um amigo que diz "Confia em mim", mas conta a respeito da sua vida até para seus inimigos.  Palavras de amor e confiança na boca de quem não vale nada, não significa NADA. É mesma coisa que comidas frescas em pratos sujos. 

Talvez as pessoas sejam como os alimentos. Fonte de sobrevivência. Porém, todo alimento tem uma ou várias substâncias defeituosas. Defeituosas, mas ingerimos do mesmo jeito porque gostamos. É como ter gastrite nervosa e mesmo assim ingerir seis xícaras de café por dia. Ingerimos tantas porcarias, tanto como ingerimos pessoas-colesterol LDL. Mas chega uma hora que corpo e alma arregam. Não importa o quanto gostamos de um alimento. Não importa o quanto gostamos de uma pessoa, se  nos faz mal, precisamos nos afastar. Precisamos evitar! Afinal, precisamos zelar por nossa saúde. 

Anna Carolina Morato.


Um comentário:

Brunno Lopez disse...

O corpo gosta de saber até onde a nossa tolerância aguenta tal pessoa/alimento.

A analogia foi muito feliz da sua parte, srta Anna.

Um belo texto pra começar as leituras do ano no Jujuba!