7.4.11

Desordem.

Este pedaço de papel é pequeno demais para relatar as confissões de meu coração. Estou dividida entre uma virgula e um ponto final, entre o amor e o medo, o insistir e o desistir. O que fazemos quando nosso orgulho grita com a mesma intensidade que o nosso coração? A minha audácia é provocar o desafio sem saber como lutar.
 Há quem diga que pra se tornar imune de um vírus, é preciso contrai- lo. Mas, e se eu disser que não quero contrair o vírus  "destruidor de corações" ?
Ainda tenho o receio de ter a sensação de estar ouvindo o meu coração se quebrando. Levei algum tempo para encaixar todos os pedaços novamente, esse é o único motivo de toda essa agonia.
As vezes, eu me sinto como se estivesse em um estádio de futebol. De um lado a torcida da razão grita: " Dá pra você parar de ser troxa? Cadê o seu amor - próprio? Quanto ao seu orgulho, vai feri- lo dessa forma? Qualé, desencana vai! " enquanto a torcida da emoção suplica : " Você quer isso, não quer? Tá esperando o quê? Vamos, reaja! "
Deus meu! Se eu pudesse jogar todo esse sentimento no ralo do meu banheiro, me sentiria mais tranquila.
Eu posso ser forte em qualquer circustância, mas quando se fala em coração, eu tenho que admitir que ser forte não é o bastante.
/Anna Carolina Morato.

Texto escrito em meu caderno de rascunho ( 05/04/11) 

2 comentários:

Brunno Lopez disse...

Ser forte não é o bastante. É o suficiente.

E você já é - justamente por abrir seu leque de ansiedades.

Juliana disse...

Entendo muitissimo bem o que sente, porque eu já passei por isso. E quer saber o que eu fiz? Segui meu coração, mesmo que contrariando a minha razão ou a qualquer pessoa, segui o que eu REALMENTE queria. Espero que faça o mesmo. Boa sorte! Beijos