Pular para o conteúdo principal

Postagens

Amar o nosso corpo é um ato revolucionário!

As pessoas me incomodam profundamente quando eu digo que sou gorda e elas me corrigem dizendo que "não, você não é gorda."  Talvez as pessoas pensem que  o fato de afirmar com todas as letras que eu sou gorda chega a ser uma afronta ou uma ofensa ao que sou. Não é.  Estereótipos são cruéis e falhos. A sociedade mais ainda. Eu levei anos para aceitar o meu corpo. Eu cresci ouvindo frases-navalhas que me cortaram por dentro e me fizeram sangrar por muitos anos. Eu tinha a autoestima minada e por anos acreditei que não merecia nada por ser gorda. Por anos, acreditei que  ser gorda é algo ruim e que eu nunca seria amada por ser assim. E então, na fase da minha adolescência, eu tentei entrar no padrão. Eu fazia dieta, fazia três horas de academia, nutrólogo, terapia. Tudo quanto é coisa que me fizesse ser magra. Claro que emagreci e  cheguei a me encaixar um pouco no tão "almejado" padrão. Todavia, alguma coisa deu errado porque eu percebi qu...

Da série: "De: Carolina. Para: Anna."

Você silencia demais. Engole seco. Ou melhor, deixa entalado na garganta. Coisas. Pessoas. Situações. É  por isso que dias como esses, você se sente extremamente exausta,  esgotada, devastada. Não é fácil ser você. Não é fácil carregar um coração vulcânico. Não é fácil ser o tipo de pessoa que se entrega em tudo que faz. No trabalho, nas amizades, nas relações,  na vida. Você é tudo ou nada. Não existe meio termo. Você vive de extremos e os teus extremos te devoram vez ou outra. As coisas que você não diz ou até mesmo as que você demora a dizer se convertem na queimação estomacal, na voz rouca,  na crise de enxaqueca, na indisposição indesejável.  Você deveria aprender a não silenciar tanto. Uma hora de terapia na semana não é o suficiente para verbalizar tudo o que você sente e não  diz.  É  difícil,  eu sei. Você faz a linha de quem acha que pode suportar tudo sozinha sem cuidados especiais. Você faz a linha de quem acha tem que ser forte o...

Amores efêmeros.

          Em tempos fugazes,  é  raríssimo encontrar alguém que desperte algum sentimento em nós. É mais raro ainda encontrar alguém que tenha uma química  fora do comum. Mas, acontece. Quando você  menos espera e quando você menos quer, simplesmente acontece. Acontece e é intenso, ardente, feroz. Você acha que vai durar uma "eternidade", mas não dura nem uma estação inteira. Paixão. Às vezes, quem chega com tudo, vai embora derrubando tudo também.  Esse tudo derrubado leva um tempo para ser devolvido em seu lugar. Você se sente exausta e como se não fosse o bastante, culpada. Você se culpa incansavelmente. Incansavelmente, você se culpa. O que eu fiz de errado dessa vez? Esse silêncio definhante não significa nada para ninguém além de mim? Os questionamentos ecoam ecoam ecoam.  Não há ninguém  que possa  te ouvir. Não há respostas. Só há ventania, raios, trovões. O tempo está fechado. A chuva começa a cair. Por dia...

De: Carolina. Para: Anna.

Olha, eu sei que você já passou por isso antes e que isso deixou um trauma profundo em você e parece que tudo funciona como um gatilho que se uma atitude remete, você já lembra do passado e a faz sofrer. Eu quero que você entenda que as coisas podem ser diferente agora. Espero que você entenda que mesmo se essa pessoa fizer a mesma coisa que outras pessoas já fizeram, ainda assim, você vai continuar. Vai continuar porque essa é você. Vai continuar porque você se ama o bastante para se deixar ficar triste, mas não enfraquecer. Você se ama o bastante para saber que você não precisa de alguém para te completar, mas sim para partilhar os momentos da vida.  Tente levar a vida com leveza. Tente não pilhar ou surtar por coisas que ainda nem aconteceram. Você é uma pessoa incrível e você não pode se esquecer disso. Eu tenho visto que você tem minado a sua autoestima, inconscientemente, talvez. Mas olha, tente sempre lembrar de tudo que você já conquistou. Essa fase ruim vai passar e...

Viver é viver. O amor é consequência.

 Junho de 2016. Estava frio e o meu mundo, destruído. Estava frio e o meu mundo, arruinado. Estava frio e eu não tinha o seu abraço. Como poderia ter se você já estava nos braços de outro alguém?  Isso me arrebentou por inteira, você nem imagina. Eu deixei de viver. Eu comecei a sobreviver e nem sei por quanto tempo eu sobrevivi disfarçadamente. Talvez eu seja boa em disfarces. Enfim.  Junho de 2018. Estava frio e o meu mundo, reconstruído. Estava frio e o meu mundo, transformado. Estava frio e mesmo assim, eu não precisava mais do seu abraço. O vento gelado batendo no meu rosto e fazendo o meu cabelo esvoaçar só me fez sentir o quanto é bom estar viva e o quão maravilhoso é viver, simplesmente, viver.  A liberdade que eu tanto almejei... "uma hora ela vem - alguém disse ... uma hora ela há de vir - alguém reforçou..." E ela veio, enfim. Ela veio! A minha liberdade chegou e aí meu Deus, és tão linda! És tão serena! És tão livre! És tão tão tão minha!...

Who will save me?

O problema de algumas feridas é  que por termos conseguido a cicatrização, acreditamos piamente que não sangrarão nunca mais. Quando conseguimos fazê-la sangrar novamente, parece que a dor é  bem mais forte do que quando você a causou pela primeira vez. Não é  fácil lidar com os nossos demônios . Não é  fácil lidar com as atitudes dos outros. E dói, dói muito. E nos faz chorar, chorar muito. Não expor o que sentimos é  um dos venenos mais letais que existe e eu ainda insisto em ingeri-lo. É  mais forte do que eu. Quem vai me entender? Quem vai me salvar das armadilhas que eu mesma montei? Quem vai escalar mil metros para chegar até o poço em que eu insisto em cair? 

I am back!

Bem, depois de seis anos sem publicar os meus escritos... I am back! Este blog contém a fase da minha adolescência inteirinha, mas parei de publicar depois que entrei na vida adulta. Confesso que sofri um bloqueio e fiquei quase quatro anos sem escrever uma vírgula sequer sobre os meus sentimentos. Voltei a escrever em 2016, quando percebi que não verbalizar a dor estava me matando aos poucos. Eu só escrevo em momentos de dor, tristeza, decepção, tensão.  É por isso que a maioria dos meus textos são extremamente tristes. Todavia, essa é a  forma de externalizar o meu sentir. A escrita é a ferramenta que tenho para superar tudo que acontece na minha vida. Talvez isso explique o fato de ser a rainha dos textão!   Enfim. Embora tenha voltado a escrever, não voltei a publicar. Sendo assim, tenho textos desde 2016 que jamais foram lidos por alguém. Depois de pensar muito e amadurecer a ideia, decidi voltar a publicar.  Eu não sei como funcionará as postagens a...