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Solidão sem nome.

Encostada no balcão daquele bar, brincando com o canudinho do meu copo de energético, ouvindo aquela moda de viola em silêncio com os olhos fixados em minhas mãos, aquele homem estranho, amigo de uma amiga, que eu acabara de conhecer do meu lado sussurrou em meu ouvido: "Essa solidão, tem nome?" E sem pensar se existia nome para aquilo ou não, retruquei: "Não." Ele não me disse mais nada, eu também nem ousei encara-lo para responder. Ele não era ninguém para receber uma resposta sincera. Retirei-me. Eu estava afogada em sono, embora estivesse entupida de energético. Sentei-me no vaso que tinha do lado do bar, eu não tinha mais pés. Estava exaustada. Eu só queria minha cama. Minha caminha. Fixei os olhos no chão, pensando em tudo.  A menina do meu amigo apareceu, eu a olhei e escutei o barulho do seu coração. Eu vi o quanto ela estava arrazada. Seus olhos... Ah, seus olhos. Me deu pena daquele olhar. Mas não disse, não disse nada a ela. Só voltei os me...

Desabafo.

Madrugada. Mais especificamente 3:28 da manhã. Rolei de um lado pro outro, tentando recuperar o sono, mas não funcionou. Peguei o notebook, olhei as redes sociais e devolvi pro criado-mudo, não era hora de internet. Eu precisava dormir. Eu ainda tinha mais um dia de trabalho.  Deitei, abracei meu travesseiro e fiquei pensando. Sentindo uma angustia enorme invadir meu peito. Preocupada. Aflita. Nervosa. Ansiosa. O que será que acontecerá daqui pra frente? Meu estômago começou a reagir novamente. Foi então que eu me lembrei que a minha última refeição  tinha sido às 2:39 da tarde. Sai do trabalho e consegui só voltar pra casa 10:00 horas da noite. Não lembrei de me alimentar nesse intervalo de tempo. Eu estava mais preocupada com o que estava - está acontecendo.  Tentei me alimentar assim que cheguei, preparei um cachorro - quente, mas a primeira mordida e meu estômago rejeitou. Se eu comesse uma salsicha a mais, eu vomitaria. Afastei o prato e debrucei sobre ...

Surta mais, Morato!

Tá faltando amor, porra! Tá faltando o meu amor, entende? Minha auto-estima está mais baixa que a temperatura do Alaska. Imagina na semana melancólica do mês? Estou nela, só para constar. Eu estou sangrando, sangrando, s a n g r a n d o . Minha barriga dói e eu quero chocolate. Eu quero chorar.  É o fim do mundo. É insuportável. É torturante. São nesses dias terrivelmente chatos que eu  sinto a falta que alguém legal faz. Olha, eu tô carente. Eu tô insegura. Eu tô confusa. Eu não sei  o que eu quero da minha vida. Eu não sei que curso cursar. Eu não sei de nada, simplesmente. Na verdade... eu sei sim,  sei que eu tenho que tomar vergonha na cara, mas agora eu não sei nada porque eu quero fingir que eu não sei. Eu só tô perdida e irritada e me sentindo sozinha e desejando loucamente uma cachorra, mas sem condições  adotar outro bebê porque  a Maggie morreu de "parvovirose" e faz só dois meses. E não era nem para eu estar aqui, era para eu estar est...

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Eu não mudo mesmo. Impressionante. Anta baleada. Jumenta desenfreada. Parece que não sei viu. Eu carrego uma panela de pressão e em vez de fazer alguma coisa pra amenizar a pressão, eu pioro ainda mais a situação. Custa conversar com alguém? Custa escrever? Não custa, mas eu trato meus sentimentos com tanto descaso que se está doendo ou não, tô nem aí.  Sinto falta de conversar com alguém por horas e horas e horas, mas penso que as pessoas estão ocupadas demais pra ouvir e eu, ocupada demais para escrever.  Então, vou levando... Fervendo  a panela até ela explodir, pra variar, com pessoas erradas. A pessoa não tem nada a ver com o que eu estou sentindo e eu lá estou, toda descompensada da vida, surtando por motivos fúteis. Desnecessário. Extremamente desnecessário. Olha, sinceramente, me envergonho das minhas atitudes às vezes. Sou tão madura, mas ao mesmo tempo tão imatura. Tão idiota. Depois fico me culpando e me desculpando pela minha impulsividade como se fo...
Estava meio triste sim. Triste é pouco, estava péssima. Você não tem noção. Péssima. Péssima. Péssima. Chegava a doer tamanha tristeza. Acordava ora triste ora mal - humorada e até tinhas crises de tamanha euforia, mas logo voltava pra mesmice. Dias térriveis. Terrivelmente chatos. Chatos demais. Engolindo elefantes. Matando leões. Que vida hein! Que vida. Parar em casa só parar comer e dormir é trágico, embora tudo que tenho feito tem lá suas vantagens, mas mesmo assim, alguns dias por mais lindos que sejam são extremamente insuportáveis. Assim tem sido meus dias. Meses, talvez. Minha auto-estima.... cadê? Perdi no meio da loucura. Passei a me amar menos o que é o pior veneno que alguém pode injetar contra si mesmo. Tudo era um porre.  Quando estamos bem com nós mesmos, não há dias terríveis que uma auto-estima em alta não resolva. Mais quem disse que eu estava bem? Nenhum pouco. Quer saber? Estava brigada. Sendo dura. Exigindo uma perfeição que não existe. Eu tento ...
Ele não é o cara-lindo-maravilhoso-gostoso, mas tem um coração bom. É gentil. Simpático. Humilde. Calmo. Fofo.  Homens assim me encantam. É obvio, ele me encantou. Ele é sincero e romântico e interessante. Amava conversar com ele, ele sempre ria das minhas bobagens e nunca me deixava sem graça, nem me reprimia. Eu estava começando a sentir algo.  Então  pensei: " Se ele continuar a me tratar assim, acabarei me apaixonando."     E quanto mais eu pensava, mais eu apaixonava. Ele me ligava na hora que o time dele estava em campo só para saber como foi meu dia. -não, não pode ser - "Você não está assistindo o jogo? Estou, mas liguei para saber de você. Como foi seu dia? Agradável. Meu trabalho estava tranquilo. Enfim, foi bom. E o seu? Cansativo, mas estou bem. Me liga depois, é libertadores. E daí? E daí que é o seu time que está em campo. Não ligo muito, gosto de falar com você.."  É obvio que eu me encantei, ainda mais quando minhas amigas corintianas d...

Essa gente viu, Zé!

Você sumiu, nunca mais falou comigo. O que aconteceu pequena? Aí Zé! Desculpa, desculpa mesmo. Você não tem que pedir desculpa para eu, tem que pedir desculpa para você. Não é você quem diz que se esfola toda quando fica sem escrever? É né Zé. Então. Você está péssima, garota. Não pode ficar guardando tanta coisa assim não, faz mal. Eu sei Zé, eu sei. Mas eu não aprendo nunca. Acho que entrei em bloqueio. Dias, semanas, quase um mês olhando para uma página no word ou para uma folha em branco e o que saia? Rabiscos na borda da folha, frases desconexas na página word. E eu não conseguia. Não conseguia redigir nada. Absolutamente nada. Depois me faltava tempo. Queria escrever, mas não... nunca dava tempo. O tempo que eu gosto de ter para escrever. Pensar, escrever, pensar, escrever, pensar, re-e-e-e-e-e-e-e-escrever. Então a única coisa que eu poderia fazer é o que eu já estava fazendo a muito tempo: Sentir e remoer. Remoer e sentir. Se eu ao menos conseguisse ...