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Surta mais, Morato!

Tá faltando amor, porra! Tá faltando o meu amor, entende? Minha auto-estima está mais baixa que a temperatura do Alaska. Imagina na semana melancólica do mês? Estou nela, só para constar. Eu estou sangrando, sangrando, s a n g r a n d o . Minha barriga dói e eu quero chocolate. Eu quero chorar.  É o fim do mundo. É insuportável. É torturante. São nesses dias terrivelmente chatos que eu  sinto a falta que alguém legal faz. Olha, eu tô carente. Eu tô insegura. Eu tô confusa. Eu não sei  o que eu quero da minha vida. Eu não sei que curso cursar. Eu não sei de nada, simplesmente. Na verdade... eu sei sim,  sei que eu tenho que tomar vergonha na cara, mas agora eu não sei nada porque eu quero fingir que eu não sei. Eu só tô perdida e irritada e me sentindo sozinha e desejando loucamente uma cachorra, mas sem condições  adotar outro bebê porque  a Maggie morreu de "parvovirose" e faz só dois meses. E não era nem para eu estar aqui, era para eu estar est...

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Eu não mudo mesmo. Impressionante. Anta baleada. Jumenta desenfreada. Parece que não sei viu. Eu carrego uma panela de pressão e em vez de fazer alguma coisa pra amenizar a pressão, eu pioro ainda mais a situação. Custa conversar com alguém? Custa escrever? Não custa, mas eu trato meus sentimentos com tanto descaso que se está doendo ou não, tô nem aí.  Sinto falta de conversar com alguém por horas e horas e horas, mas penso que as pessoas estão ocupadas demais pra ouvir e eu, ocupada demais para escrever.  Então, vou levando... Fervendo  a panela até ela explodir, pra variar, com pessoas erradas. A pessoa não tem nada a ver com o que eu estou sentindo e eu lá estou, toda descompensada da vida, surtando por motivos fúteis. Desnecessário. Extremamente desnecessário. Olha, sinceramente, me envergonho das minhas atitudes às vezes. Sou tão madura, mas ao mesmo tempo tão imatura. Tão idiota. Depois fico me culpando e me desculpando pela minha impulsividade como se fo...
Estava meio triste sim. Triste é pouco, estava péssima. Você não tem noção. Péssima. Péssima. Péssima. Chegava a doer tamanha tristeza. Acordava ora triste ora mal - humorada e até tinhas crises de tamanha euforia, mas logo voltava pra mesmice. Dias térriveis. Terrivelmente chatos. Chatos demais. Engolindo elefantes. Matando leões. Que vida hein! Que vida. Parar em casa só parar comer e dormir é trágico, embora tudo que tenho feito tem lá suas vantagens, mas mesmo assim, alguns dias por mais lindos que sejam são extremamente insuportáveis. Assim tem sido meus dias. Meses, talvez. Minha auto-estima.... cadê? Perdi no meio da loucura. Passei a me amar menos o que é o pior veneno que alguém pode injetar contra si mesmo. Tudo era um porre.  Quando estamos bem com nós mesmos, não há dias terríveis que uma auto-estima em alta não resolva. Mais quem disse que eu estava bem? Nenhum pouco. Quer saber? Estava brigada. Sendo dura. Exigindo uma perfeição que não existe. Eu tento ...
Ele não é o cara-lindo-maravilhoso-gostoso, mas tem um coração bom. É gentil. Simpático. Humilde. Calmo. Fofo.  Homens assim me encantam. É obvio, ele me encantou. Ele é sincero e romântico e interessante. Amava conversar com ele, ele sempre ria das minhas bobagens e nunca me deixava sem graça, nem me reprimia. Eu estava começando a sentir algo.  Então  pensei: " Se ele continuar a me tratar assim, acabarei me apaixonando."     E quanto mais eu pensava, mais eu apaixonava. Ele me ligava na hora que o time dele estava em campo só para saber como foi meu dia. -não, não pode ser - "Você não está assistindo o jogo? Estou, mas liguei para saber de você. Como foi seu dia? Agradável. Meu trabalho estava tranquilo. Enfim, foi bom. E o seu? Cansativo, mas estou bem. Me liga depois, é libertadores. E daí? E daí que é o seu time que está em campo. Não ligo muito, gosto de falar com você.."  É obvio que eu me encantei, ainda mais quando minhas amigas corintianas d...

Essa gente viu, Zé!

Você sumiu, nunca mais falou comigo. O que aconteceu pequena? Aí Zé! Desculpa, desculpa mesmo. Você não tem que pedir desculpa para eu, tem que pedir desculpa para você. Não é você quem diz que se esfola toda quando fica sem escrever? É né Zé. Então. Você está péssima, garota. Não pode ficar guardando tanta coisa assim não, faz mal. Eu sei Zé, eu sei. Mas eu não aprendo nunca. Acho que entrei em bloqueio. Dias, semanas, quase um mês olhando para uma página no word ou para uma folha em branco e o que saia? Rabiscos na borda da folha, frases desconexas na página word. E eu não conseguia. Não conseguia redigir nada. Absolutamente nada. Depois me faltava tempo. Queria escrever, mas não... nunca dava tempo. O tempo que eu gosto de ter para escrever. Pensar, escrever, pensar, escrever, pensar, re-e-e-e-e-e-e-e-escrever. Então a única coisa que eu poderia fazer é o que eu já estava fazendo a muito tempo: Sentir e remoer. Remoer e sentir. Se eu ao menos conseguisse ...

Relatos de uma consumista.

Eu sou ajuizada, é claro que eu sou. Exceto quando estou dentro de uma loja. Toda a conduta de pessoa responsável e consciente some. Sabe aquele tipo de cliente que deixa qualquer vendedora louca? Então, essa sou eu. Entro nas lojas, experimento tudo que eu vejo pela frente. Bagunço toda a pilha de roupas que elas tinham acabo de organizar. Experimento sapatos. Brincos. Anéis. Pulseiras. Óculos. Bolsas. Blusas. Colares.  Vestidos. Principalmente os vestidos, minha paixão.  É que não basta ser mulher. Não basta ser problemática. Não basta ser tripolar. Não basta entende? Tem que ser consumista também!  Eu aprendi a ser assim com a Sra. Morato porque quando eu era criança, não comprava-se roupas e acessórios por mês, comprava-se por semana. Sábado era dia do que? Coooooooooooooooompras!!!! Não bastasse o que já tinha sido comprado durante a semana, tinha que comprar mais no sábado porque sábado era dia de gastar. Sempre...

Robô que chora.

Eu penso que sou a mulher de ferro, entende? Pode bater que sua mão quebra, mas meu coração não. Mas eu só penso, só penso. Quando eu estava começando a acreditar que realmente meu coração havia petrificado, lágrimas rolaram dos meus olhos. "É sério mesmo que eu tô chorando?" Eu não sabia se sorria  ou se chorava de vez. Mas no fim, acabei chorando mesmo. Só sei que chorei e chorei muito. . . E lá estava eu, chorando como se não houvesse amanhã. Chorei por tudo. O choro contido de todos os meses ali, sendo derramados em uma tsunami de lágrimas. Tudo que não foi dito, tudo que não foi escrito, tudo que foi sentido em lágrimas. Chorei até pelos meus peixinhos que morreram e pela cachorrinha que eu ganhei que também morreu. Chorei mesmo. É que sei lá, sabe? Eu me robotizei, mas você já viu robôs ter coração? Então, nem eu! Anna Carolina Morato