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Agora eu sou um vento só, a escuridão Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado Agora sou a prova viva de que nada nessa vida É pra sempre até que prove o contrário.

Mulher: Inconstante!

Sensual; Moleca; Séria; Cheia de Raiva. Eu sinto tanto. . . Embora os meus sentimentos sejam todos indefinidos, muito mal – resolvidos. Incompletos. Uma confusão que só! Dúvidas, muitas dúvidas. Mas, de uma coisa sou certa, quando  bato o pé, não há criatura nesse mundo que me faça recuar. Confesso! Sinto lástima daqueles que convivem comigo. Não que eu seja lá uma pessoa ruim de conviver, é só o meu gênio reforçado, à moda ferina. Complicada. Dura na queda. Bem o tipinho de uma virginiana, crítica. Troco meu status emocional igual troco de roupa sim, e daí? Isso não significa que eu seja portadora de bipolaridade – porque eu não sou - ou que eu sofra de uma crise de TPM aguda. Não é bem assim. Só estou me referindo à instabilidade feminina. Poxa! Eu sou mulher e digo mais, não ousem tentar descobrir qual é a mágica. Uma mulher nunca – quando eu digo nunca, é nunca – revela os seus truques, queridinhos. /caderno de rascunhos – (06/06/11)

Self Love!

Ah! Eu me sinto bem - mas quando eu digo bem, quero dizer - bem comigo mesma. Meu coração samba com esse excesso de alegria no ar. Me sinto mais tranquila, mais leve. Minha auto - estima subiu ao pódio em primeiro lugar. Dedicar 23 horas do meu dia para mim mesma, é bom demais. Todos esses cuidados especiais me proporciona o sentimento de pura satisfação. E, pensando bem, quer saber? Não amar ninguém e muito menos se interessar por alguém , agora, é tudo o que  preciso, e claro, tudo o que  tenho. Assim, eu só penso em duas palavras, "bem-estar" . Eu tenho que estar bem comigo, para todo o resto harmonizar-se também. É assim que eu vou vivendo, mudando algo aqui, concertando algo acolá. E tudo isso é aquilo que eu chamo de "Self Love" . / caderno de rascunhos  22/05/11

Eu quero você, amor.

Eu quero é ter um codinome ao acordar e ao adormecer. Uma desculpa para o palpitar do meu coração e, uma razão para voltar a escrever poesias e compor estrofes de amor. Eu não quero só "uma" química, eu quero "A" química perfeita. Quero alguém capaz de quebrar toda a regra do romance e me mandar rosas azuis, ao invés de vermelhas. Quero um ladrão que além de roubar o meu coração, consiga desativar a senha de acesso dele. Quero discussões e defeitos, para os meus querer não ganhar o prêmio utopia. E, para finalizar, eu quero te encontrar porque assim que os seus olhos cruzarem com os meus, eu vou sentir que é VOCÊ, o meu amor pra vida inteira. ♥ / caderno de rascunhos 15/05/11

Zero x Zero.

Ela já tinha chegado na fase da indiferença mas, caiu em tentação. Voltou a estaca zero. Colocou as cartas à mesa e deu inicio a uma nova partida. Ela não saiu da sua bolha de orgulho, ele também não.  Então, ficou assim . . . a galera na expectativa, ela sem muito o que esperar e ele sem reação. Isso resultou em uma partida sem êxito, como a primeira. Não por culpa dela, mas dele por não ter atitude. Ele teve o luxo de ter duas chances, mas não soube aproveitar nenhuma. Ela pensou que iria se sentir arrasada por isso, mas que nada! Agora percebe que confundiu os naipes e em relação ao lance de gostar dele, puro caô. Quanto aos dois, vão continuar orgulhosos, covardes e insensíveis. Ela sem nenhum manifesto qualquer, e ele sem nenhuma explicação, se despede com um leve abraço e um " até Junho", mas ela apenas o deseja " Boa Viajem". E assim, ela coloca o ponto final, vira a página, abandona o barco.

A raiva.

Eu contenho a minha raiva. Desejo berrar, mas esqueço que meus lábios estão congelados. Respiro e inspiro, Suspiro! Insisto em contar de um à dez, mas isso não funciona comigo. Eu queria adquirir a expressão " Rasgue o verbo, sem pestanejos" mas o meu saldo bancário só cobre a expressão " Silencie o fato". Me solicitam para uma conversa, mas eu me recuso a ouvir desculpas contorcidas. Francamente, eu só quero ficar quieta e sozinha enquanto esse sentimento faz do meu coração, o seu picadeiro. /caderno de rascunhos ( 17/04/11)

Desordem.

Este pedaço de papel é pequeno demais para relatar as confissões de meu coração. Estou dividida entre uma virgula e um ponto final, entre o amor e o medo, o insistir e o desistir. O que fazemos quando nosso orgulho grita com a mesma intensidade que o nosso coração? A minha audácia é provocar o desafio sem saber como lutar.  Há quem diga que pra se tornar imune de um vírus, é preciso contrai- lo. Mas, e se eu disser que não quero contrair o vírus  "destruidor de corações" ? Ainda tenho o receio de ter a sensação de estar ouvindo o meu coração se quebrando. Levei algum tempo para encaixar todos os pedaços novamente, esse é o único motivo de toda essa agonia. As vezes, eu me sinto como se estivesse em um estádio de futebol. De um lado a torcida da razão grita: " Dá pra você parar de ser troxa? Cadê o seu amor - próprio? Quanto ao seu orgulho, vai feri- lo dessa forma? Qualé, desencana vai! " enquanto a torcida da emoção suplica : " Você quer isso, não quer? Tá esp...